RETOMADA PELA QUARTA USINA
Tudo indica que o recomeço das atividades da Samarco, em Ubu, deverá acontecer pela quarta usina, que é a mais nova e moderna da planta capixaba. Se isso se confirmar, os 26% da capacidade inicial de retomada usará de 70% a 75% da capacidade da quarta unidade, conforme estimou uma fonte à coluna. Procurada, a Samarco informou que ainda não tem como confirmar qual será a fábrica que vai retomar as atividades.
PH O CONSELHEIRO
Após participar de uma painel sobre Educação na sexta-feira (01), durante o Fórum Liberdade e Democracia, promovido pelo Instituto Líderes do Amanhã, o ex-governador Paulo Hartung foi abordado por uma senhora que queria pedir um conselho.
Segundo ela, que se declarou como pessoa de direita, a filha tem um comportamento muito alinhado à esquerda, motivo que a deixa bastante preocupada. A mulher chegou a dizer que a filha está em idade de ir para a faculdade, mas que estava pensando em não deixá-la estudar na Ufes porque tem medo dos professores “fazerem a cabeça dela”.
Hartung respondeu a mãe aflita e disse para ela não se preocupar que os professores não doutrinam ninguém e que a jovem com o tempo tenderia mais ao centro, citando o próprio exemplo, de quem já fez parte de movimentos sociais da esquerda e hoje é uma pessoa de centro direita.
Ao final da conversa, ele pediu o endereço da mulher para enviar um livro que ajudaria a jovem na sua formação. A coluna perguntou ao ex-governador qual obra ele iria indicar, e Hartung contou que trata-se da Revolta de Atlas, da autora Ayn Rand. O livro é um clássico do liberalismo.
OS BASTIDORES DO REAL
Falando em Fórum da Liberdade e Democracia, na quinta-feira (31), durante a palestra, o economista e ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco contou vários bastidores de como as cédulas eram produzidas. Um deles de quando o Real foi criado, há 25 anos.
Segundo ele, a equipe teve apenas um final de semana para definir como seriam as notas do novo plano. “Era o que dava para fazer”, disse lembrando que todas as cédulas tinham o mesmo tamanho e que, embora não fosse o ideal do ponto de vista da segurança, foi a solução possível. Anos depois, em 2010, o Banco Central emitiu novas cédulas, desta vez com tamanhos diferentes com o objetivo de reduzir o risco de falsificação.
Outra curiosidade contada por Franco foi que com as muitas mudanças de padrões monetários antes do Real era necessário definir quais seriam os “rostos” que estampariam as cédulas. Mas em alguns momentos, algumas pessoas ou famílias não aceitavam ser homenageadas porque tinham receio de serem ridicularizadas, já que as notas perdiam rapidamente o valor. Ao contar o "causo", o economista arrancou risos da plateia.