O Espírito Santo terminou janeiro com menos de 100
homicídios (93), algo que não acontecia desde 2017 no primeiro mês do ano, quando ocorreram 97 casos. No entanto, o número não chegou à casa da centena devido à combinação das
fortes chuvas que assolaram o Estado com os “dias de paz”, aos 45 do segundo tempo, que culminaram na redução dos indicadores.
Do dia 1º de janeiro ao dia 17 – data que marcou o início do colapso pelas chuvas –, a média era de 3,35 homicídios/dia. Do dia 18, momento em que as tempestades continuaram a castigar, até ontem, a média ficou em 2,5, demonstrando que os fatores climáticos possivelmente influenciaram na redução de assassinatos.
Há outro indicador que reforça essa hipótese, que são os dias em que houve menos crimes do que a média diária. Os dias 29 e 30 registraram, cada, um homicídio, enquanto que às mesmas ocasiões no ano anterior havia sido, respectivamente, quatro e seis assassinatos. Janeiro de 2019 acabou com 103 delitos.
Para completar, em comparação com dezembro do ano passado, o número de assassinatos em janeiro subiu. Foram 86 no último mês do ano passado, contra 92 de janeiro de 2020.
Contabilizando reduções históricas nos homicídios, a Serra liga o alerta vermelho. Janeiro foi violento no município, que teve 20 mortes ante as 17 do mesmo mês do ano passado. Vila Velha registrou 17 (foram 18 no ano passado).
Na região Norte, o problema segue sendo Linhares, que há dois anos consecutivos concentra os bairros mais violentos do Espírito Santo: Santa Cruz (2018) e Interlagos (2019). Dos 15 assassinatos, oito foram na cidade linharense.
A região Noroeste dobrou o número de assassinatos na comparação do mesmo período de ano. Se janeiro de 2019 teve oito casos, o mês, em 2020, foi cenário de 16 delitos contra a vida. Destaque negativo fica para Colatina. O município, no ano passado, não havia registrado nenhum homicídio no primeiro mês. Mas, agora, foram quatro.