Clientes do Banco do Brasil no Espírito Santo já negociaram mais de R$ 195 milhões em dívidas pelo Desenrola Brasil. Prorrogada até 31 de agosto, a renegociação oferece entre 30% e 90% de desconto nos débitos, com condições de pagamento facilitadas e parcelamento em até 48 meses.
Renegociar as dívidas com o cartão de crédito ou o cheque especial é a principal demanda das famílias capixabas, como aponta o superintendente de Varejo do Banco do Brasil no Espírito Santo, Helton Faria Leite. E esses resultados somam as duas etapas do Desenrola Brasil, com quase 12 mil acordos realizados no Estado, sendo 10 mil nas modalidades Família e Ampliado, além de 151 operações do Desenrola Rural.
“Entre as pessoas físicas, a demanda maior está ligada ao endividamento por produtos rotativos, como cartão de crédito e cheque especial. Para as micro e pequenas empresas, foi mais na reorganização do fluxo de caixa, avaliando os casos em que a empresa estaria pagando juros mais elevados, geralmente impactados pela taxa Selic. E também recebemos produtores rurais, muitas vezes antecipando os vencimentos do Plano Safra”, explica o superintendente.
R$ 303 MILHÕES
Em dívidas renegociadas pelo Banco do Brasil, somente no Espírito Santo
Ele considera, ainda, que a demanda dos clientes no Estado superou as expectativas do Banco do Brasil. E parte dessa procura, mesmo que acima do planejado, veio como pedidos de explicações e orientações, o que também ajudou o banco a oferecer outras soluções para aqueles que não eram atendidos pelos critérios do Desenrola Brasil. Juntos, esses atendimentos passam de R$ 303 milhões em dívidas renegociadas.
“É uma surpresa positiva essa procura. Porque tinha clientes com as contas em dia, mas pagando por taxas de juros mais altas. Com a procura deles, pudemos propor soluções mais adequadas para atender à renda média familiar de cada grupo”, pondera Leite.
Somente no Espírito Santo foram quase 15 mil acordos realizados com clientes com dívidas não enquadradas no Desenrola Brasil, totalizando mais de R$ 108 milhões em renegociações.
O programa nacional permite a renegociação de dívidas de 90 dias a 2 anos em atraso, desde que contratadas até 31 de janeiro de 2026 e em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A prorrogação representa uma nova oportunidade para que clientes regularizem sua situação financeira e recuperem o acesso ao crédito.
São quatro frentes do programa com o Banco do Brasil em atuação: Desenrola Família, voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas; Desenrola Fies, destinado a contratos de financiamento estudantil; Desenrola Empresas, com foco em operações do Pronampe e do Procred; e Desenrola Rural, direcionado às dívidas do agronegócio e da agricultura familiar.
No Espírito Santo, essas quatro frentes das renegociações alcançaram descontos de até 90%. Dos mais de R$ 195 milhões em dívidas renegociadas com o Desenrola Brasil, R$ 5,7 milhões foram pelo Desenrola Rural, beneficiando 125 produtores. Outras quase 1 mil operações foram dentro do Desenrola Fies, com R$ 43 milhões renegociados por quem utilizou o financiamento estudantil; o Desenrola Empresas totalizou mais de R$ 90 milhões em renegociações e beneficiou cerca de 700 empresários capixabas.
Os atendimentos podem ser realizados nas agências bancárias e pelos canais digitais, como o aplicativo do banco. Já a contratação ou adesão, além dos canais digitais e da rede de agências, também pode ser feita via atendimento especializado, conforme a modalidade e a elegibilidade do cliente.
O Banco do Brasil reforça que não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por mensagens, ligações ou redes sociais. E que o contato por WhatsApp é feito, exclusivamente, pelo (61) 4004-0001. Em caso de dúvida, a orientação para o cliente é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil.