O Ministério da Saúde (MS) autorizou nesta quinta-feira, 5, a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a doença para reforçar o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a compra tem caráter preventivo e busca garantir a capacidade de resposta do sistema de saúde diante das demandas identificadas nos estados.
Segundo o MS, o Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026, uma redução de 94% em comparação com os mais de 10 mil registros de quatro anos atrás. No Rio de Janeiro, os casos da doença voltaram a crescer no Rio de Janeiro, confirmando 74 infecções em setembro e outubro.
Surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década, e as infecções têm aumentado de forma constante nos últimos anos. A mpox é causada pelo vírus Monkeypox, que pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies contaminadas. Em regiões onde o vírus circula entre animais selvagens, a transmissão para humanos pode ocorrer através do contato com esses animais.
Os sintomas variam, mas o mais comum é uma erupção cutânea que se assemelha a bolhas ou feridas, durando de duas a quatro semanas. Outros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção pode afetar o rosto, mãos, pés, virilha e regiões genitais ou anal.
"As lesões também podem aparecer na boca, garganta, ânus, reto, vagina ou olhos. O número de feridas varia, e algumas pessoas podem desenvolver inflamação no reto, causando dor intensa, ou nos órgãos genitais, dificultando a urina”, esclarece a infectologista Vanessa Lentini, do Hospital Santa Marcelina.
O período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. As erupções costumam surgir entre um e três dias após o início da febre, mas também podem aparecer antes.