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Hipertensão: veja os fatores de risco de alerta da pressão alta

O desenvolvimento da doença envolve um conjunto de condições, como sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool, tabagismo e até o uso de drogas

Publicado em 06 de Junho de 2026 às 13:00

Por Redação

Publicado em 

06 jun 2026 às 13:00
Hipertensão Arterial/ pressão alta
O acompanhamento regular da pressão arterial é fundamental
Shutterstock

A hipertensão é uma doença é silenciosa e, muitas vezes, só é identificada quando já apresenta riscos à saúde. Por isso, o acompanhamento regular da pressão arterial é fundamental e não deve depender apenas da presença de sintomas.


De acordo com o cardiologista Flávio Salatino, a hipertensão nem sempre apresenta manifestações claras, e confiar apenas no que o corpo “sente” pode atrasar o diagnóstico. A recomendação é aferir a pressão regularmente, mesmo na ausência de desconfortos. “O ideal é medir a pressão uma vez por mês para quem não faz tratamento e, para quem já trata, ao menos quinzenalmente ou semanalmente, se possível, para um controle mais preciso.”


O médico ressalta ainda que muitas pessoas só se lembram de medir a pressão quando sentem algo diferente. “Essa sensação pode gerar preocupação e, naquele momento, a pressão pode estar elevada, sem que a pessoa seja, de fato, hipertensa. Por isso, a orientação é medir regularmente, com aparelho confiável e acompanhamento profissional.”


Fatores de risco são múltiplos 


A hipertensão não está ligada a um único fator. Embora o consumo de sal ainda seja um ponto de atenção, o desenvolvimento da doença envolve um conjunto de condições, como sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool, tabagismo e até o uso de drogas.


“Entre os mais jovens, hábitos como a ingestão frequente de bebidas alcoólicas e energéticos, além do uso de cigarro, inclusive eletrônico, têm acendido um alerta. Esses comportamentos contribuem para o aumento do risco cardiovascular ao longo do tempo”, reforça o especialista.


Além disso, a predisposição genética também influencia, ainda que nem sempre seja facilmente identificada. Mesmo pessoas com hábitos saudáveis e sem sobrepeso podem desenvolver hipertensão. “Isso ocorre porque, décadas atrás, muitos casos não eram diagnosticados, o que dificulta a identificação do histórico familiar”, complementa.


Mudança de estilo de vida 


Antes mesmo do uso de medicamentos, o controle da hipertensão passa por ajustes na rotina. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle do peso e manejo do estresse são medidas essenciais tanto para prevenção quanto para tratamento.


Quando necessário, o tratamento medicamentoso entra como complemento, sempre de forma individualizada. Cada paciente apresenta características próprias que devem ser consideradas na escolha da abordagem terapêutica.


“O tratamento da hipertensão deve ser individualizado, considerando características como idade, sexo, etnia, histórico clínico e outras condições de saúde. Não existe uma abordagem única: a escolha da medicação varia de acordo com cada paciente e deve ser acompanhada por um profissional. Além dos remédios, mudanças no estilo de vida e o controle da pressão são fundamentais para um bom resultado”, explica Salatino.


Controle reduz riscos 


A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, além de estar relacionada a complicações renais. No entanto, segundo o médico, quando diagnosticada e controlada adequadamente, esses riscos podem ser significativamente reduzidos.


“Quando a pressão está controlada, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares se aproxima ao de uma pessoa não hipertensa. Por outro lado, quando não tratada ou mal controlada, aumenta a chance de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e doença renal.”


Em 2025, novas diretrizes clínicas, estabelecidas por sociedades médicas brasileiras das áreas de cardiologia, hipertensão e nefrologia, reforçaram a necessidade de atenção precoce. Os parâmetros foram atualizados, incluindo a classificação de pré-hipertensão entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9, ampliando o olhar para pacientes que antes não eram considerados de risco imediato.


Segundo o especialista, o conceito da doença não mudou, mas a abordagem se tornou mais preventiva e incisiva. A ideia é evitar que pacientes negligenciem cuidados básicos por apresentarem níveis aparentemente normais. Isso porque a pressão arterial deve ser analisada dentro de um contexto mais amplo, que inclui outros fatores de risco, como o estresse, cada vez mais presente na rotina e associado ao desenvolvimento de diversas doenças.

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