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O Dispositivo Intrauterino (DIU) é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente e tem sido cada vez mais procurado por mulheres que buscam uma opção de longa duração para o planejamento reprodutivo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 milhões de mulheres utilizam DIUs em todo o mundo. O método é reconhecido internacionalmente pela alta eficácia contraceptiva, que ultrapassa 99%, além de ser reversível e de longa duraçã
A ginecologista e obstetra Larissa Cassiano, parceira da DKT South America, diz que é importante que as mulheres tenham acesso a informações claras sobre todas as etapas do procedimento, incluindo a experiência da inserção.
“A escolha de um método contraceptivo deve ser feita com base em informação de qualidade. Isso inclui entender os benefícios do DIU, mas também saber como funciona a inserção, quais sensações podem ocorrer durante o procedimento e quais recursos podem ser utilizados para proporcionar mais conforto à paciente”, afirma.
Apesar disso, uma dúvida continua frequente nos consultórios ginecológicos: afinal, o DIU pode sair do lugar?
Segundo Larissa Cassiano, a resposta é mais complexa do que um simples sim ou não. "O DIU é um dispositivo desenvolvido para permanecer dentro da cavidade uterina durante todo o período de uso. Em condições normais, ele não se movimenta por causa de exercícios físicos, relações sexuais ou atividades do dia a dia. No entanto, existem situações específicas em que pode ocorrer deslocamento ou expulsão parcial, especialmente nos primeiros meses após a inserção", explica.
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a expulsão do DIU é considerada incomum e costuma ocorrer em uma pequena parcela das usuárias. As taxas variam entre 2% e 10%, dependendo de fatores como idade, características anatômicas do útero, momento da inserção e tipo de dispositivo utilizado.
A especialista destaca que o deslocamento, quando acontece, geralmente está relacionado ao processo de adaptação do organismo ao método e não a comportamentos da paciente.
Existe uma preocupação muito comum de que o DIU possa mudar de posição durante a prática de exercícios, corridas ou relações sexuais. Isso não costuma acontecer. O dispositivo permanece protegido dentro do útero e não sofre influência dessas atividades
Larissa Cassiano Ginecologista
Outro receio frequente é a possibilidade de o DIU migrar para outras partes do corpo. Embora existam relatos raros de complicações relacionadas à perfuração uterina, a médica reforça que esses casos são exceções e representam uma porcentagem extremamente pequena das inserções realizadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os DIUs entre os métodos contraceptivos mais seguros e eficazes disponíveis atualmente. Além da elevada proteção contra a gravidez não planejada, o método apresenta a vantagem de ser reversível, permitindo o retorno da fertilidade após sua retirada.
Segundo a ginecologista, o acompanhamento profissional é um dos fatores mais importantes para garantir uma experiência segura com o método.
"As consultas de acompanhamento ajudam a confirmar que o DIU está corretamente posicionado e permitem esclarecer dúvidas que podem surgir ao longo do uso. É uma etapa importante do cuidado e da segurança da paciente", explica Larissa.
Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação médica, como cólicas persistentes, sangramento fora do padrão habitual, desconforto importante ou percepção de alterações nos fios do dispositivo. Nesses casos, a orientação é procurar o ginecologista para realizar os exames necessários e confirmar o posicionamento adequado.
Para a especialista, o crescimento do interesse pelo DIU reforça a importância de ampliar o acesso à informação de qualidade sobre o método.
"Muitas mulheres ainda chegam ao consultório carregando dúvidas e receios que poderiam ser esclarecidos com informação baseada em evidências científicas. Quanto mais conhecimento existe sobre o funcionamento do método, maior é a confiança para tomar decisões conscientes sobre planejamento reprodutivo", conclui.