Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Artigos
  • Municípios capixabas reforçam equilíbrio fiscal no primeiro ano dos novos mandatos
Alberto Borges e Tânia Villela

Artigo de Opinião

São economistas e editores do anuário Finanças dos Municípios Capixabas
Alberto Borges e Tânia Villela

Municípios capixabas reforçam equilíbrio fiscal no primeiro ano dos novos mandatos

O resultado, disponível no anuário Finanças dos Municípios Capixabas, reflete a postura mais cautelosa normalmente adotada pelas administrações municipais no primeiro ano de mandato
Alberto Borges e Tânia Villela
São economistas e editores do anuário Finanças dos Municípios Capixabas

Publicado em 11 de Julho de 2026 às 14:00

Publicado em 

11 jul 2026 às 14:00

Os municípios do Espírito Santo encerraram 2025 com um quadro fiscal mais sólido. Mesmo em um cenário de desaceleração econômica, as receitas cresceram acima da inflação, as despesas foram reduzidas e os principais indicadores de equilíbrio das contas públicas melhoraram. 


O resultado, disponível no anuário Finanças dos Municípios Capixabas, reflete a postura mais cautelosa normalmente adotada pelas administrações municipais no primeiro ano de mandato.


A receita total das prefeituras capixabas alcançou R$ 27,9 bilhões em 2025, com crescimento real de 3,3% sobre o ano anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento da arrecadação dos tributos próprios (5,7%) e das principais transferências constitucionais. Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) cresceram 7,3%, a cota-parte do ICMS avançou 3,4%, as transferências para o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram 16,7% e o saldo positivo do Fundeb expandiu-se 7,9%.

Veja Também 

Energia solar, painel solar, painel fotovoltaico

Autossuficiência energética nos municípios é mais do que reduzir custos

Imagem de destaque

Municípios do ES têm até julho para disputar recursos para obras

Tribunal de Contas faz fiscalização em Mimoso do Sul

Tribunal de Contas faz fiscalização em dois municípios do ES

Em sentido contrário, os royalties do petróleo e do gás natural recuaram 12,2% e as operações de crédito caíram 77,5%, reduzindo o ingresso de receitas de capital destinadas aos investimentos.


Pelo lado das despesas, prevaleceu um movimento de contenção compatível com o início das novas administrações. A despesa total recuou 3,6% em termos reais, encerrando o ano em R$ 26 bilhões. A principal redução ocorreu nos investimentos (-28,6%), após três anos de forte expansão, e nas despesas de custeio (-1,9%). Ainda assim, o volume investido permaneceu entre os maiores da série histórica.


A redução das despesas não ocorreu às custas das políticas sociais. Educação, saúde e assistência social responderam, juntas, por 54,3% de toda a despesa municipal, participação superior à dos anos anteriores. Os gastos com educação cresceram 1,5%, os da saúde 0,4%, enquanto a assistência social permaneceu praticamente estável.


Com receitas em alta e despesas sob controle, o Indicador de Equilíbrio Fiscal melhorou de 90,1% para 86,5%, sinalizando maior capacidade das prefeituras para gerar poupança e financiar investimentos. Também houve manutenção da liquidez financeira, com estabilidade do volume de recursos livres disponíveis em caixa, já descontados os restos a pagar.

Equilíbrio financeiro
Fiinanças públicas Shutterstock

O fortalecimento das contas públicas também se refletiu na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação do Tesouro Nacional utilizada para avaliar a situação fiscal dos estados e municípios e autorizar operações de crédito com garantia da União. A avaliação considera poupança corrente, liquidez e endividamento.


No Espírito Santo, 81% dos municípios obtiveram notas A ou B na Capag de 2026 (ano-base 2025), percentual muito superior às médias nacional (54%) e da Região Sudeste (49%). Com esse resultado, o Estado ocupa a sexta colocação no ranking nacional de maior proporção de municípios nas melhores classificações.


Embora existam diferenças entre as administrações municipais, o panorama geral é positivo. O primeiro ano dos novos mandatos foi marcado por crescimento moderado das receitas, contenção dos gastos, preservação das despesas sociais e fortalecimento dos indicadores fiscais, demonstrando que os municípios capixabas mantiveram condições financeiras saudáveis para enfrentar os próximos anos.


Dados e análises mais detalhados podem ser consultados na 32ª edição do anuário Finanças dos Municípios Capixabas: https://aequus.com.br/publicacoes/municipios-es/

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados