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Comportamento

Nas empresas, abra portas em vez de puxar tapetes

Infelizmente,  em muitos ambientes corporativos, o olhar das pessoas que estão no comando não é tão apurado. Falta-lhes percepção sobre as reais habilidades e competências de suas equipes

Publicado em 08 de Novembro de 2020 às 12:07

Públicado em 

08 nov 2020 às 12:07
Luciana Almeida

Colunista

Luciana Almeida

Inclusão
A sensibilidade em perceber talentos e fazer uma leitura sobre cada membro de uma equipe deveria ser uma condição, inegociável, para o dirigente que ocupa o cargo master em uma organização Crédito: Shutterstock
Estou tendo muitas dificuldades com um colega de trabalho. Ele é grosseiro com os funcionários e muito gentil com os chefes. Além desses comportamentos, ele tem o hábito de apresentar, para a chefia, várias ideias do grupo como se fossem dele. O que fazer?  (Junior)
Certamente esse tipo de atitude sempre existiu, mas percebo que, nos tempos atuais, tais práticas têm sido realizadas com menor pudor.
Infelizmente, em muitos ambientes corporativos o olhar das pessoas que estão no comando não é tão apurado. Falta-lhes percepção sobre as reais habilidades e competências de suas equipes. Essa falta tende a provocar conceitos equivocados sobre o talento individual. Ganha quem tem um maior poder de persuasão e “sedução”. Muitos talentos são desperdiçados no meio do caminho. Uma pena...
A sensibilidade em perceber talentos e fazer uma leitura sobre cada membro de uma equipe deveria ser uma condição, inegociável, para o dirigente que ocupa o cargo master em uma organização.
"A produtividade aumenta em ambientes férteis, lugares onde o colaborador sente que é respeitado e percebido. No entanto, com frequência pessoas puxam o tapete dos seus pares"
Luciana Almeida - Cargo do Autor
Em minha opinião, a melhor maneira de lidar com essas situações é tentar, sempre que possível, compartilhar as suas ideias enviando e-mails com cópias para o seu grupo de trabalho. Talvez, ao ler um e-mail compartilhado, a pessoa pense melhor sobre apresentar a autoria de uma ideia que não pertence a ela. Em situações extremas acredito que uma conversa franca, ponderada e sem vitimismo (excesso de reclamação e lamurias. O famoso “mimimi”), poderá esclarecer o mal-entendido.
Concordo com o pensamento que diz: “Creio que com o decorrer do tempo os seres humanos deixaram de abrir portas e puxar cadeiras. Hoje há puxadores de tapetes demais”
Até a próxima!

Luciana Almeida

É jornalista e tem um olhar atento sobre comportamento, arte, relacionamentos e lifestyle. Compartilha as suas ideias sempre com a intenção de criar ambientes favoráveis ao desenvolvimento das pessoas

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