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Segurança

Febre na quarentena, apps de videochamada podem expor usuários

A tecnologia é uma aliada, mas pode colocar sua privacidade em risco. Veja como se proteger e evitar riscos nas videoconferências

Publicado em 15 de Abril de 2020 às 08:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 abr 2020 às 08:00
Homem conversando por videochamada: alerta para riscos à segurança
Homem conversando por videochamada: alerta para riscos à segurança Crédito: Shutterstock
Em tempos de isolamento social e home office, a tecnologia virou uma grande aliada no trabalho, nas tarefas escolares, no contato com parentes e amigos… Muita gente só se vira por videochamada. Não à toa, aplicativos que oferecem esse serviço vêm conquistando milhões de usuários mundo afora.
Mas nas últimas semanas, a segurança dessas ferramentas começou a ser posta à prova depois de notícias de invasão de celulares e roubo de dados.
A plataforma Zoom foi uma das primeiras a se ver envolvida em um escândalo de falhas de privacidade, num caso que ficou conhecido como Zoombombing. Invasores tumultuavam as reuniões - que podem contar com um grupo de até 100 pessoas de uma vez -, transmitindo as conversas pela Internet, por exemplo. Há rumores de que hackers teriam invadido videochamadas de alunos para postar pornografia.
Outro app muito requisitado nesta quarentena, o Houseparty, também recebeu denúncias de que teria roubado senhas de banco e dados de celulares. O aplicativo negou as falhas e disse que funciona de forma totalmente confiável.
Neste novo contexto de trabalho remoto, como o usuário pode se certificar de que está participando de uma conversa segura?
Para Gilberto Sudré, especialista em Segurança da Informação, comentarista de Tecnologia da CBN Vitória e colunista de A Gazeta, em geral os apps de videochamada não oferecem grandes riscos. Mas ele aconselha  adotar certas garantias, como utilizar os serviços de grandes plataformas, como Google e Microsoft, por exemplo.
“O Zoom é um aplicativo bem antigo. Agora, por causa da pandemia, com todo mundo em casa, ele começou a ser usado de forma muito ampla, e isso chamou a atenção dos hackers, que viram várias falhas nele, de fato. Ele se tornou o ‘queridinho da vez’. Aí, senhas vazaram, gravações de videoconferências foram parar na internet…”, comenta Sudré.
Chefe da Delegacia de Combate aos Crimes Cibernéticos, o delegado Brenno Andrade também orienta cautela com uso de aplicativos de videochamada. “A pessoa deve buscar aplicativos de lojas oficiais e se certificar, antes de baixá-los, se têm informações criptografadas”, cita.
O caso do Zoom serve de alerta, segundo o delegado, para que as pessoas busquem aplicativos de empresas consolidadas. “Ele era um aplicativo desconhecido e que começou a ser usado em massa nesta época da pandemia. Recentemente, foi divulgado que mais de 500 mil contas de usuários foram vendidas na dark web. Por isso, quem já utilizou esse app deve trocar sua senha”, recomenda ele.

Confira as dicas dos especialistas:

Dispositivos seguros

Só participe de conversas e reuniões de conhecidos e sobre as quais você tiver conhecimento prévio
Não caia em aplicativos fakes. Só baixe aqueles de lojas oficiais
Certifique-se de que o app trabalha com informações criptografadas
Cuidado onde usa o Wireless e o Bluetooth
Evite fazer login por diversos aplicativos usando Facebook ou Google. Você acaba dando acesso ao Facebook a informações de onde você logou, além de que se sua conta do Facebook for invadida o golpista tem acesso a todo o resto
Restrinja as permissões de acesso ao seu celular que o app pede
Ao baixar aplicativos, crie senhas forte e únicas, que não sejam as mesmas de emails e outras contas. Assim, se esse dado vazar, você não correrá tanto risco e não precisará trocar todas as demais senhas
Mantenha seus dispositivos em casa, no home office, com anti-vírus ativado

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