Depois do grande temporal de incertezas, ocasionado pela recessão econômica, o sol volta a aparecer para o mercado imobiliário capixaba. Indicadores positivos da economia revelam um horizonte limpo e oportuno para a retomada dos lançamentos.
Deve-se a esse otimismo a combinação de juros baixos, maior oferta de financiamento bancário, retomada dos postos de trabalho e controle da inflação. São perceptíveis as mudanças. Neste último semestre, o mercado registrou lançamentos e maior liquidez na comercialização de imóveis prontos e em obras.
Acreditamos que o ciclo de prosperidade imporá novo ritmo de produção, já que as regiões mais nobres de Vitória, Vila Velha e Serra registram escassez de produtos. Há demanda aquecida e volume de ofertas que se tornarão, em breve, aquém do apetite do consumidor, caso não haja novos projetos.
Mas, a despeito do mercado nacional, a retomada por aqui será gradativa, sempre um passo atrás da velocidade da própria economia. Cauteloso, o setor tem evitado o acúmulo de produtos e, consequentemente, a desvalorização do que é lançado, comportamento imprescindível para a manutenção da saúde do mercado.
Enquanto as grandes construtoras e incorporadoras nacionais demoraram a interromper os lançamentos e a expansão para novos Estados, por aqui houve retração expressiva da oferta. Os preços, por sua vez, ficaram estagnados para garantir a perenidade do negócio, evitando distratos – mal da década experimentado na fase aguda da crise em mercados superofertados.
Atravessamos a crise preservando a rentabilidade dos produtos empreendidos. De acordo com Pesquisa Ademi-ES de Valorização do Imóvel – 2005 a 2015, os lançamentos apresentaram desempenho positivo, superando a taxa Renda Fixa (185,77%), chegando a uma valorização direta de 34%. Mostrou-se, também, superior à poupança (104,02%), entre outros indicadores.
Veja Também
Caso esses indicadores positivos se confirmem, teremos uma janela de oportunidades para investimentos, com perspectiva de retomada dos empregos e, sobretudo, um cenário positivo para investir no mercado imobiliário local. A sustentação do setor dependerá dos rumos da política econômica.
O autor é presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo