Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Queda sistemática de mortes prova que política de segurança poupa vidas
Homicídios no ES

Queda sistemática de mortes prova que política de segurança poupa vidas

Mais vidas humanas e, quem sabe, menos latrocínios, menos roubos e furtos. O desafio, entretanto, é não agravar ainda mais o problema da superlotação carcerária

Publicado em 05 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

05 jan 2020 às 04:00
Henrique Herkenhoff

Colunista

Henrique Herkenhoff

Novembro teve 98 homicídios no Espírito Santo Crédito: Divulgação
Até 2009, o ES assistiu a um vertiginoso aumento em suas taxas de homicídios a. Atingimos 2.100 vítimas, ou 60,11 por 100 mil habitantes, quando a ONU classifica como guerra civil índices superiores a 50/100.000. Muito já vinha sendo feito para enfrentar o problema e começamos uma forte queda em 2010. Contudo, quando o governador que assumiu em 2011, em seu discurso de posse, anunciou que essa seria a prioridade na segurança pública, esteve longe de ser uma unanimidade: poucos achavam que esse era o nosso maior problema e ninguém imaginava, de todo modo, que ele poderia ser solucionado.
Em dez anos de políticas consistentes e continuadas, apesar das rivalidades políticas, houve uma redução lenta, mas sistemática, que não pode ser atribuída a fatores sazonais ou a uma ocasional trégua entre traficantes. Tudo isso com poucos confrontos e baixa letalidade policial.
Tudo indica que essa queda é sustentável, até porque, como bem demonstrou Bruno Paes Manso, a maior parte desses crimes se insere em uma espiral retroalimentada de rivalidades e vinganças: se esse processo é refreado de maneira prolongada, ele simplesmente perde força. Mesmo com o movimento paredista da PM, a convergência de queda foi retomada logo após. Isto significa, em outras palavras, que provavelmente bastará manter a eterna e prudente vigilância para que a tendência se sustente.
São mais de 1.000 vidas poupadas em 2019. Mais de 1.000 inquéritos economizados, que podem ser direcionados a outros crimes graves, conforme as prioridades que estabelecermos. É um momento ímpar em nossa história, na qual as autoridades estão tendo um instante para respirar; não que o trabalho já esteja pronto, mas ao menos paramos de empurrar a pedra morro acima.
A ser verdade o que a imprensa diz, 2020 pode ser um ano de recuperação econômica para o Brasil. Bem, pode ser um ano de muito progresso social no ES, também. Mais vidas humanas e, quem sabe, menos latrocínios, menos roubos e furtos. O desafio, entretanto, é não agravar ainda mais o problema da superlotação carcerária. O prognóstico para o ano novo é alvissareiro, mas continuará exigindo racionalidade, firmeza e competência.

Henrique Herkenhoff

É professor do mestrado em Segurança Pública da UVV. Faz análises sobre a violência urbana e a criminalidade, explicando as causas e apontando caminhos para uma sociedade mais pacífica. Escreve aos domingos

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

democracia
Democracia: o fio invisível que sustenta o desenvolvimento
Milhares de turistas passam o verão em Guarapari
Uma das praias mais famosas do ES recebe seu 1º festival católico
Praça dos Três Poderes, em Brasília. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Acossados pela rejeição dos eleitores, os Três Poderes pautam reformas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados