Um motociclista foi baleado na perna após uma abordagem da Polícia Militar, no bairro Guararema, em Alegre, na Região do Caparaó. Segundo a PM, o homem pilotava uma motocicleta sem placa de identificação e não usava capacete quando foi avistado por militares que realizavam patrulhamento na região.
De acordo com a polícia, os militares visualizaram o motociclista e acompanharam o veículo até ele estacionar próximo a um banco. Enquanto um dos policiais verificava se havia alguma irregularidade na motocicleta, o condutor retornou. A equipe solicitou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a documentação da moto, mas, segundo a corporação, ele não obedeceu.
O homem subiu na moto, ligou o motor e tentou deixar o local, ignorando uma nova ordem de parada. Um dos policiais conseguiu segurar o baú da motocicleta e voltou a ordenar que o condutor parasse. Ainda confore a PM, o motociclista arrancou mesmo percebendo que o militar estava segurando o veículo, arrastando-o por alguns metros. Na sequência, ele perdeu o equilíbrio e caiu.
Após se levantar, o homem teria ameaçado os policiais e avançado contra uma militar. Segundo a PM, a equipe manteve distância e tentou contê-lo por meio de ordens verbais e utilizou gás de pimenta durante uma das investidas. De acordo com a corporação, o homem continuou agressivo e caminhou em direção aos policiais.
Ainda segundo a corporação, os policiais perceberam que o motociclista carregava um canivete no bolso da frente da roupa. Quando ele levou a mão ao bolso, um dos militares utilizou uma arma de incapacitação elétrica, conhecido como taser. O homem caiu, mas teria se levantado em seguida e continuado a ameaçar e avançar contra a equipe.
Segundo a PM, diante da continuidade das investidas, um dos policiais efetuou um disparo de arma de fogo em direção à perna do motociclista. Outros dois tiros foram disparados após o homem, ainda conforme o relato policial, continuar avançando contra os militares. Atingido na perna, ele caiu e interrompeu as investidas.
O motociclista foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, sob escolta policial.