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Rota marítima

Trump reforça ultimato de 48 horas antes que 'inferno se abata' sobre o Irã

Estreito de Ormuz, que é a principal rota de navios-tanque de petróleo do mundo, está bloqueado por Teerã desde o início da guerra
Agência FolhaPress

Publicado em 

04 abr 2026 às 19:48

Publicado em 04 de Abril de 2026 às 19:48

SÃO PAULO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou neste sábado (4) o ultimato para que o Irã reabra o estreito de Ormuz em 48 horas, prazo que se encerra na próxima segunda-feira (6). Caso contrário, diz o americano, "todo o inferno" cairá sobre o país persa.
"Lembre-se de quando eu dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Ormuz. O tempo está se esgotando –faltam 48 horas antes que todo o inferno se abata sobre eles", escreveu Trump nas redes sociais.
A ameaça parece não ter afetado os planos iranianos. A mídia estatal veiculou mensagem do regime afirmando que a "região inteira se tornará um inferno" para EUA e Israel se a escalada de tensão continuar.
A via marítima, que é a principal rota de navios-tanque de petróleo do mundo, está bloqueada por Teerã desde o início da guerra.
A República Islâmica autorizou a passagem de navios que transportam bens essenciais para seus portos pelo estreito de Ormuz, informou a agência de notícias estatal Tasnim neste sábado. Segundo o anúncio, embarcações com destino ao país persa devem coordenar a travessia com as autoridades do regime e seguir os protocolos estabelecidos. A decisão inclui embarcações que estejam estacionadas no golfo de Omã, mas não representa uma reabertura completa, apenas uma flexibilização pontual.
Estreito de Ormuz, entre o Irã, Omã e Arábia Saudita, é controlada pela guarda iraniana e está ao alcance de armamentos, como drones camicazes, minas aquáticas e mísseis
Estreito de Ormuz, entre o Irã, Omã e Arábia Saudita, é controlada pela guarda iraniana e está ao alcance de armamentos, como drones camicazes, minas aquáticas e mísseis Crédito: Marine Traffic/Reprodução
O país persa também anunciou que navios do Iraque podem passar livremente pela passagem. "Nosso país irmão não está sujeito às restrições que impusemos", declarou o porta-voz do comando das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghar, afirmando que o bloqueio se aplica "apenas aos países inimigos".
A decisão ocorre em um momento em que o Conselho de Segurança da ONU avalia votar uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito. Antes prevista para sexta-feira (3), a votação foi primeiro adiada para este sábado e depois para a próxima semana, ainda sem data definida – o Irã fala em "ação provocativa" da ONU.
Horas antes da nova ameaça de Trump, um bombardeio perto da usina nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irã, matou um funcionário e obrigou a Rússia, dona da planta, a retirar 198 trabalhadores russos, elevando as tensões no Oriente Médio.
A chancelaria russa e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenaram o ataque. Segundo a Tasnim, o bombardeio não danificou as partes principais da usina e a produção não foi afetada.
Um dos funcionários de proteção física foi morto por um fragmento do projétil que atingiu um prédio auxiliar do complexo e "não houve aumento nos níveis de radiação", afirmou a agência da ONU. A mídia estatal disse que outras cinco pessoas ficaram feridas.
A área ao redor de Bushehr foi atacada pelo menos quatro vezes no conflito. A Rosatom, estatal russa de energia nuclear, planeja manter apenas uma equipe mínima em Bushehr diante da ameaça de novos ataques. "A probabilidade de risco de danos ou de um possível incidente nuclear, infelizmente, não para de aumentar, como confirmaram os acontecimentos desta manhã", disse o diretor-geral da agência.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma suposta falta de reação da comunidade internacional. "Lembram da indignação ocidental sobre hostilidades perto da usina nuclear de Zaporíjia na Ucrânia? Israel e EUA já bombardearam nossa usina de Bushehr quatro vezes. Uma contaminação radioativa acabará com a vida nas capitais do Golfo, não em Teerã", escreveu o chanceler em um post na rede X.
As ofensivas também atingiram um centro petroquímico, uma fábrica de cimento e um terminal comercial na fronteira entre o Irã e o Iraque. O Exército de Israel afirmou ter realizado também "uma onda de ataques" contra Teerã.
O ministro da Ciência do Irã, Hosein Simai Sarra, visitou a Universidade Shahid Beheshti, na capital do país, que havia sido alvo de um ataque no dia anterior. Segundo ele, ao menos 30 instituições de ensino superior foram atingidas desde o início do conflito.
"Eles [Estados Unidos e Israel] pertencem à Idade da Pedra por atacarem instituições científicas. Um país civilizado, um governo civilizado, jamais tem como alvo instituições de conhecimento, laboratórios ou centros de pesquisa", afirmou o ministro.
A fala faz também uma referência às ameaças proferidas por Trump em seu primeiro pronunciamento à nação desde o início do conflito. "Nós vamos levá-los de novo para a Idade da Pedra, aonde eles pertencem", disse o presidente americano na quarta-feira (1º), onde novamente repetiu, a despeito dos fatos, que o Irã já está derrotado.
A República Islâmica revidou contra o Estado judeu e continuou seus ataques no Golfo. No Bahrein, a queda de destroços de drones interceptados deixou quatro feridos. Em Dubai, dois edifícios foram danificados, incluindo o da empresa americana Oracle.

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