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Tragédia no Líbano

Temer se encontra com presidente libanês e entrega ajuda enviada pelo Brasil

O ex-presidente  chefia a missão que busca ajudar o país a se recuperar da mega explosão que destruiu Beirute na última terça-feira (04)

Publicado em 13 de Agosto de 2020 às 16:56

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 ago 2020 às 16:56
Imagem desta quarta-feira, 05, mostra a destruição causada por duas fortes explosões que atingiram a região portuária de Beirute, no Líbano.
Imagem mostra a destruição causada por duas fortes explosões que atingiram a região portuária de Beirute, no Líbano. Crédito: HUSSEIN MALLA/ AP / ESTADÃO CONTEÚDO
A missão brasileira de ajuda ao Líbano, cuja capital foi destruída por uma megaexplosão na semana passada, chegou a Beirute nesta quinta (13), a bordo de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
"Estamos trazendo seis toneladas de alimentos e medicamentos. Mais 4.000 toneladas de arroz virão por via marítima", disse o ex-presidente Michel Temer, que lidera a missão, ao entregar o material, no aeroporto, segundo informações do Ministério da Defesa. "Além disso, a comunidade libanesa me comunicou, hoje pela manhã, que ainda há mais 20 toneladas arrecadadas."
A delegação foi em seguida ao palácio presidencial para uma reunião com o presidente libanês, Michel Aoun. Os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Luiz Osvaldo Pastore (MDB-ES) também participaram do encontro, assim como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, além de outros representantes brasileiros.
Temer expressou condolências às vítimas da explosão e ressaltou que a ajuda não foi enviada apenas pelo governo brasileiro, mas pela grande comunidade de descendentes de libaneses que vivem no Brasil. Temer é filho de libaneses.
Aoun agradeceu o apoio e reafirmou que o Líbano precisará de ajuda internacional para se reconstruir, inclusive para obter materiais de construção, segundo comunicado divulgado pela Presidência do país.
O governo libanês enfrenta uma série de protestos após a enorme explosão que destruiu parte de Beirute no último dia 4. Na capital, manifestantes pedem inclusive a saída de Aoun, acusado pela população de ser um dos responsáveis pela tragédia que deixou ao menos 220 mortos.
O incidente também afeta a distribuição de alimentos no país, pois o porto de Beirute é a principal entrada de exportações. Os atos levaram o premiê Hassan Diab a anunciar a renúncia coletiva de seu governo.
Convidado por Bolsonaro a liderar a missão, o ex-presidente teve de pedir autorização para deixar o Brasil, e a solicitação foi aceita por Marcelo Bretas, juiz responsável pelas decisões da Lava Jato do Rio.
Temer responde a sete processos que tramitam no Rio, no Distrito Federal e em São Paulo e chegou a ser preso preventivamente em março de 2019.
No total, dois aviões da FAB foram ao Líbano. Um deles transporta ventiladores pulmonares, máscaras cirúrgicas, kits de primeiros-socorros e material de construção, além de ao menos 500 cestas básicas e meia tonelada de medicamentos e equipamentos doadas pela Câmara de Comércio Brasil-Líbano.
O outro levou a comitiva, que deve retornar ao Brasil nesta sexta (14).

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