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Imunização

Sinopharm é primeira vacina chinesa a ter uso aprovado pela OMS

Aplicação foi recomendada para adultos a partir de 18 anos; Coronavac também está sob análise, mas faltam dados para decisão, segundo entidade

Publicado em 07 de Maio de 2021 às 14:13

Agência FolhaPress

Publicado em 

07 mai 2021 às 14:13
Laudo médico está entre documentos que pode ser apresentado na vacinação de pessoas com comorbidade
A eficácia da vacina para doenças sintomáticas e casos de hospitalização foi estimada em 79% para todas as faixas etárias combinadas. Crédito: Gustavo Fring/ Pexels
A OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu nesta sexta (7) a vacina desenvolvida pela Sinopharm/Bioinstituto de Pequim em sua lista de uso emergencial (EUL). Foi o primeiro imunizante chinês a ser autorizado pela entidade.
O órgão também previa autorizar o uso da Coronavac, desenvolvida pela Sinovac e produzida e aplicada no Brasil, mas nesta semana concluiu que eram necessárias novas informações sobre a vacina.
As duas fabricantes usam a mesma tecnologia: o vírus Sars-Cov-2 inativado (morto). Ao ser inoculado, ele é identificado pelo organismo como um corpo estranho e desencadeia a produção de células de defesa. Se o indivíduo vacinado for contaminado pelo coronavírus vivo, o sistema imunológico já está pronto para reconhecê-lo e se defender dele.
A eficácia da vacina para doenças sintomáticas e casos de hospitalização foi estimada em 79% para todas as faixas etárias combinadas, segundo o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage) da OMS, que estabelece recomendações sobre o uso do produto. Ela foi liberada para adultos a partir de 18 anos, em um esquema de duas doses com um intervalo de três a quatro semanas.
Embora haja poucos dados sobre o efeito em maiores de 60 anos, a OMS não recomenda um limite máximo de idade, porque os dados existentes sugerem que seu efeito protetor é o mesmo entre os idosos.
A avaliação da OMS sobre as vacinas chinesas era considerada importante para aumentar a confiança global sobre elas, de acordo com cientistas. De acordo com a revista Nature, as duas respondem pela maior parte das vacinas administradas na China, que até agora inoculou 243 milhões de pessoas.
Mais de 45 países já aprovaram seu uso, mas a OMS está entre as primeiras autoridades regulatórias rigorosas a revisar os dados dos dois imunizantes chineses. Nesta semana, a agência europeia (EMA) iniciou o processo de análise da Coronavac -o órgão não começou ainda a avaliar a Sinopharm, aplicada na Hungria.
Segundo Mariângela Simão, diretora responsável pela área regulatória, a aprovação da Sinopharm pode acelerar campanhas de vacinação em muitos países. De armazenamento mais simples que outros imunizantes, como os da Pfizer e da Moderna, ela é "altamente adequado para configurações de poucos recursos", de acordo com a OMS.
A vacina será também a primeira entre as autorizadas pela OMS a ter no frasco um adesivo que muda de cor se for exposta ao calor, o que permitirá que seja usada com mais segurança.
A inclusão de um imunizante na EUL permite que ela seja incluída no Consórcio Covax, que distribui vacinas contra Covid-19 a mais de 100 países, mas tem encontrado dificuldade para cumprir suas metas. Até o final de abril, a Covax havia despachado cerca de 50 milhões dos 2 bilhões de doses previstos para este ano.
A escassez foi agravada pelo caos sanitário na Índia, de onde era esperado 1 bilhão de doses da vacina Covishield (licenciada pela AstraZeneca e produzida no Instituto Serum). A piora da pandemia travou as exportações.
Além da Sinopharm, a OMS já incluiu em sua lista os produtos da Pfizer/BioNTech, da AstraZeneca/Oxford, da Janssen e da Moderna. Assim como a Coronavac, a vacina russa Sputnik V está em processo de avaliação, mas a entidade afirma que ainda não recebeu todos os documentos necessários e não tem prazos para decidir sobre ela.
Ensaios da Coronavac no Brasil e na Turquia indicaram uma eficácia de 50,7% e 83,5%, respectivamente -a OMS considera 50% como limite mínimo para aprovar um imunizante-, mas critérios diferentes de análise dificultam a comparação entre diferentes produtos. No Chile, um estudo feito após a campanha de vacinação indicou 67% de eficácia.

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