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Esperança

Dexametasona pode salvar pacientes graves com coronavírus, diz estudo

Segundo pesquisadores britânicos, o medicamento é a primeira droga capaz de reduzir mortes. O remédio faz parte do maior teste do mundo com tratamentos para combater o novo coronavírus

Publicado em 16 de Junho de 2020 às 11:17

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 jun 2020 às 11:17
Coronavírus: vírus causa grave infecção no corpo
Coronavírus: vírus causa grave infecção no corpo Crédito: Radoslav Zilinsky/Getty Images
O dexametasona, medicamento barato e que pode ser facilmente encontrado, é capaz de salvar pacientes graves de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, de acordo com os primeiros resultados de um grande teste clínico de alcance mundial. A informação foi anunciada nesta terça-feira (16) por pesquisadores do Reino Unido e divulgada pela BBC. 
O tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona está sendo considerado um grande avanço na luta contra o coronavírus.  Para pacientes em ventiladores, a medicação reduziu o risco de morte em um terço, já para aqueles que usam oxigênio, reduziu as mortes em um quinto.
"A dexametasona é o primeiro medicamento que observamos que melhora a sobrevivência em caso de Covid-19", anunciaram os autores do teste britânico Recovery. 
De acordo com os pesquisadores, cerca de cinco mil vidas poderiam ter sido salvas no Reino Unido caso a droga tivesse sido usada no início da pandemia. Além disso, seria de grande benefício nos países mais pobres, onde há uma grande quantidade de infectados.
O estudo diz ainda que 19 dos 20 pacientes com a doença se recuperam sem serem admitidos no hospital. Os que são internados e  podem precisar de oxigênio ou ventilação mecânica são os pacientes de alto risco, que podem ser tratados com dexametasona. 
Metade dos pacientes de Covid-19 que precisa de ventilador não sobrevive, portanto, reduzir esse risco em um terço teria um enorme impacto. Desde o início dos anos 60, a dexametasona é usada para o tratamento de doenças como artrite reumatoide e asma.
No momento, o único outro medicamento comprovadamente benéfico para pacientes com coronavírus é o remdesivir, um tratamento antiviral usado para o ebola.

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