Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Oxford avança em pesquisa sobre injeção de anticorpos
Coronavírus

Oxford avança em pesquisa sobre injeção de anticorpos

Cientistas afirmam que os testes estão em 'velocidade máxima' e esperam que o tratamento possa entrar em produção no próximo ano

Publicado em 09 de Junho de 2020 às 11:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 jun 2020 às 11:25
Cientista estuda o novo coronavírus
Cientista estuda o novo coronavírus Crédito: Pixabay/ Pexels
Cientistas da Universidade de Oxford, responsáveis pelos estudos mais promissores na busca por uma vacina contra a Covid-19, estão avançando também em estudos paralelos para um tratamento com anticorpos. Segundo pesquisadores, a terapia deve ser importante para idosos, grupo de risco da Covid-19, e pessoas que não respondam bem a uma eventual vacina, ainda em fase de desenvolvimento.
Pascal Soriot, executivo-chefe da AstraZeneca, conglomerado farmacêutico parceiro da universidade britânica, descreveu o tratamento como uma "combinação de dois anticorpos" ou "anticorpos clonados" para tentar reduzir o risco de resistência a um deles. Os cientistas da gigante farmacêutica no Reino Unido e nos Estados Unidos afirmam que os testes estão em "velocidade máxima" e esperam que o tratamento possa entrar em produção no próximo ano.
Tratamentos com anticorpos são diferentes de vacinas. No primeiro caso, a "defesa" do organismo é injetada diretamente no sangue do paciente. Uma injeção de anticorpos, que arma o corpo instantaneamente para neutralizar o vírus, pode ser decisiva nos primeiros estágios da Covid-19. Já a vacina estimula o sistema imune a produzir sua própria defesa.
Nos dois casos, seja com vacina ou com a terapia com anticorpos, a intenção é reduzir ou impedir a replicação do vírus no organismo, acelerando a recuperação. Tratamentos semelhantes com anticorpos já se mostraram eficientes contra outras doenças virais, como H1N1. Embora um tratamento eficaz com anticorpos possa ser vital, principalmente para idosos, os executivos reafirmam a vacina como uma prioridade. A razão seriam os custos. Terapias com anticorpos são mais caras do que as vacinas.
Nesta semana, a AstraZeneca anunciou acordos internacionais para a produção de 1,7 bilhão de doses da vacina e continua em busca de novos parceiros. Os acordos já firmados são com o Reino Unido, os Estados Unidos, a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi), a Aliança de Vacinas (Gavi) e o Instituto Serum, da Índia, um dos maiores fabricantes mundiais de vacinas. O instituto indiano está explorando parcerias "paralelas" com a AstraZeneca e pode aumentar o financiamento para o tratamento com anticorpos.

PROMISSORA

Das mais de cem vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento hoje no mundo, a de Oxford é a que está na fase mais avançada de testes, a 3, que vai aferir a eficácia do imunizante em pelo menos 10 mil pessoas. A meta dos pesquisadores é conseguir antes do fim deste ano um registro provisório da vacina e um sinal verde dos órgãos reguladores para seu uso em caráter emergencial.
A vacina será testada também no Brasil, em pelo menos dois mil voluntários. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a participar da testagem. Os testes serão coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Serão mil voluntários em São Paulo e outros mil no Rio, os dois Estados que concentram a maioria dos casos brasileiros da Covid-19.
O país foi escolhido para participar do teste porque a epidemia ainda está em ascensão por aqui - diferentemente do que ocorre no Reino Unido. O Brasil está em negociações para se tornar um dos produtores mundiais da vacina. A produção brasileira abasteceria toda a América Latina. O acordo do governo com a iniciativa privada colocaria o país na dianteira, em um momento em que corria o risco de estar no fim da fila da vacina. 
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Os eleitores hispânicos ajudaram a eleger Trump. Isso pode estar mudando agora no Texas?
Manifestantes se concentraram na Avenida Presidente Castelo Branco
Manifestantes fazem protesto na Serra após desaparecimento de motoboy
Imagem de destaque
'Esqueci segredos de Estado em um trem: sou a prova de que é possível se recuperar do maior erro da sua vida'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.