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Pós crise

Para FMI, recuperação do mundo será 'parcial e desigual'

Diretora-gerente do Fundo Monetário alertou para que os formuladores das políticas pelo mundo não retirem estímulos 'antes da hora'

Publicado em 30 de Julho de 2020 às 16:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 jul 2020 às 16:28
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva,
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, Crédito: Andrew Harrer/Bloomberg
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quinta-feira (30) que a recuperação do mundo será "parcial e desigual", entre diferentes países e setores da economia. Além disso, alertou para que os formuladores das políticas pelo mundo não retirem estímulos "antes da hora", já que isso poderia atrapalhar a retomada, diante do choque causado pela pandemia da covid-19.
Georgieva participou de evento virtual do próprio FMI, com a presença do presidente da Eurasia, Ian Bremmer. Ela lembrou que a economia do mundo deve encolher quase 5% neste ano. "A pandemia afetará quase todos os países, que estarão mais pobres em dezembro de 2020 do que um ano atrás", afirmou.
Ao mesmo tempo, a diretora-gerente do FMI destacou o grande esforço feito por medidas de bancos centrais e também de apoio fiscal dos países.
Ela pediu agilidade nas respostas aos problemas gerados pela pandemia, qualificando-a "sobretudo como uma tragédia humana".
Georgieva comentou também que o mundo precisa ter confiança na possibilidade de que haverá uma vacina, "mas não pensar que será uma solução rápida e universal".
Além disso, disse ser importante que exista acesso universal a vacinas e tratamentos, "incluindo países em desenvolvimento". "Seja qual for o custo de universalizar vacinas e tratamentos, temos de fazer isso", afirmou, acrescentando que o Fundo está disposto a apoiar isso.

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