Publicado em 22 de julho de 2022 às 12:12
Crystal Dunn, 42 anos, mãe solo de três filhos e moradora de Louisville, nos Estados Unidos, conseguiu no início deste mês um feito almejado por muitos: ganhou na loteria. Apostou 20 dólares (cerca de R$ 109) e levou o prêmio acumulado de US$ 146.351 (o equivalente a quase 800 mil reais).>
Passado o susto, a primeira coisa em que pensou foi que queria compartilhar o prêmio com outras pessoas. O motivo, disse ela em conversa com o jornal The Washington Post, foi saber o que era enfrentar situações economicamente difíceis. "Eu sei o que é lutar.">
Dunn foi a um mercado local, comprou 20 vales-presente no valor de US$ 100 e depois os entregou aleatoriamente a pessoas que estavam na loja, todas desconhecidas. "Muitas pessoas ficaram incrédulas", disse a americana, que também recebeu abraços dos presenteados.>
O montante ganho, ela esclarece, também deve ajudar a complementar gastos para os quais já vinha poupando, como a compra de um novo carro e melhorias na casa onde vive com os filhos. Deduzidos os impostos, Dunn recebeu um cheque com US$ 104 mil, mas calcula que, com as taxas que ainda virão, embolsará cerca de US$ 75 mil.>
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Mas, para além da ajuda inesperada e oportuna, ela diz que o principal significado do prêmio foi saber que, de certo modo, compartilhou sua sorte com outras pessoas. "Acredito em tentar ajudar os outros", diz.>
Dunn relatou ter enfrentado dificuldades ao longo da infância e adolescência. Aos 9 anos, passou a viver em lares adotivos, até que, aos 16, fugiu. Depois, conseguiu se formar em uma faculdade e ingressar em uma empresa de seguros na qual trabalha até hoje. "Passei por muitas coisas pelas quais as crianças nunca deveriam passar.">
Funcionários da loteria do Kentucky, onde a aposta foi depositada, disseram ter se comovido com a ação da ganhadora. Mas Chip Polston, vice-chefe de comunicações do local, ressaltou que a ação de Dunn simboliza bem o real valor do prêmio para muitos dos ganhadores. "Para a maioria, não são as coisas materiais que realmente lhe trouxeram mais alegria, mas sim o que eles foram capazes de fazer por outras pessoas", afirmou ele ao Post.>
E Dunn concorda. "Não importa que vida você tenha, você pode tomar decisões para torná-la melhor e causar um impacto positivo na vida dos outros", diz a americana, que relutou em conceder entrevistas, mas decidiu falar para preencher o noticiário com casos de esperança.>
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