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França, Espanha e Suécia detectam casos de mutação do coronavírus

O anúncio de variante mais transmissível encontrada no Reino Unido levou a restrições na circulação de pessoas de mais de 40 países.

Publicado em 26 de Dezembro de 2020 às 13:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 dez 2020 às 13:33
Aeroporto, saguão, desembarque, embarque
A nova linhagem, anunciada no dia 13 de dezembro, levou mais de 40 países a bloquearem a entrada de viajantes do Reino Unido nos últimos dias.  Crédito: pixabay
Pelo menos seis casos de contaminação por uma nova linhagem do coronavírus potencialmente mais transmissível foram confirmados fora do Reino Unido, onde a variante foi inicialmente detectada.
Os novos registros foram anunciados entre a sexta-feira (25) e este sábado (26) na França (1 caso), na Espanha (4 casos) e na Suécia (1 caso). Não há indícios de que a cepa cause uma versão mais grave da Covid-19.
A nova linhagem, anunciada no dia 13 de dezembro, levou mais de 40 países a bloquearem a entrada de viajantes do Reino Unido nos últimos dias e instaurou um endurecimento da quarentena em Londres e outras regiões da Inglaterra na véspera do feriado de Natal.
Segundo o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), a nova linhagem tem uma transmissibilidade até 70% superior ao que se tem como parâmetros atualmente (entenda aqui o que significa a mutação).
Especialistas afirmam que mutações mais acentuadas em vírus que se espalham muito rapidamente são esperadas, mas não devem afetar a eficácia das vacinas distribuídas e testadas contra a Covid-19.
O primeiro caso positivo da nova variante do vírus na França foi detectado em um francês residente no Reino Unido e que está assintomático, informou o Ministério da Saúde francês em um comunicado. Segundo o texto, a pessoa foi isolada em quarentena.
Segundo o previsto no protocolo implantado após a descoberta dessa cepa no sudeste da Inglaterra, foi solicitado um sequenciamento genético do vírus que contagiou o cidadão francês ao Centro Nacional de Referência de Vírus e Infecções Respiratórias (CNR), que confirmou na sexta-feira (25) a infecção pela variante.
"As autoridades sanitárias procederam o rastreamento de contatos dos profissionais de saúde que cuidaram do paciente e das pessoas com as quais teve contato para que façam um isolamento estrito", acrescentou o comunicado. Segundo o ministério francês, várias outras amostras de casos que podem ser da nova variante estão em análise.
Neste sábado (26) a Espanha confirmou a chegada da linhagem em seu território com o anúncio de que foram detectados quatro casos de infecção pela variante.
As quatro infecções estão vinculadas a pessoas que chegaram recentemente do Reino Unido, afirmou Antonio Zapatero, vice-conselheiro de Saúde Pública da região de Madri, em uma entrevista coletiva.
"A situação dos pacientes confirmados não é grave, sabemos que a cepa é mais transmissível, mas não provoca gravidade", disse. "Não se deve tomar a notícia com nenhum tipo de nervosismo."
O país tem outros três casos suspeitos da variante, mas ainda aguarda os resultados dos exames.
A agência sueca de saúde disse que a mutação do coronavírus foi identificada num viajante que tinha ido ao Reino Unido para as festas de Natal --ele está em isolamento desde o diagnóstico.
A Suécia figura entre os países que impuseram restrições de viagens a passageiros oriundos do Reino Unido desde o anúncio da variante mais contagiosa.
Até o momento, a nova linhagem não foi registrada fora da Europa. No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou que as pessoas que vierem do Reino Unido com sintomas da Covid-19 fiquem dez dias em isolamento após o início dos sinais da doença. Em muitos casos de infecção pelo coronavírus as pessoas não manifestam nenhum sintoma, o que pode tornar o medida ineficaz para conter a chegada da variante ao país.
Na quarta-feira (23) o Reino Unido anunciou que encontrou uma segunda nova linhagem, também mais transmissível do que as detectadas anteriormente. Segundo o governo britânico, a variante teria origem na África do Sul, o que levou a nação europeia a restringir a entrada de viajantes vindos do país africano.

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