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Covid-19

CoronaVac mostra 91,25% de eficácia em ensaios clínicos de fase 3 na Turquia

A taxa de eficácia anunciada pela Turquia não pode ser verificada imediatamente de forma independente

Publicado em 24 de Dezembro de 2020 às 17:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 dez 2020 às 17:19
Estudo aponta que a vacina Coronavac é segura e oferece resposta imune em 97% dos casos
CoronaVac mostra 91,25% de eficácia em ensaios clínicos de fase 3 na Turquia Crédito: Frederico Brasil/Futura Press/Folhapress
Pesquisadores turcos afirmaram nesta quinta-feira (24), que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac é 91,25% eficaz. A Turquia é o segundo país a obter resultados da Coronavac. Nesta quarta-feira (23), autoridades brasileiras disseram que a vacina atingiu o limiar da eficácia, mas os dados não foram divulgados.
A Sinovac adiou o anúncio dos resultados dos testes em estágio final até janeiro, para consolidar os dados de outros países onde os testes ocorreram. A taxa de eficácia anunciada pela Turquia não pode ser verificada imediatamente de forma independente.

Imunização

O ministro da Saúde da Turquia, Fahrettin Koca, disse que as vacinas chegarão ao país na próxima segunda-feira (28) e serão usadas na imunização de 9 milhões de pessoas do primeiro grupo prioritário, começando por profissionais de saúde. Koca também disse que um acordo para a vacina desenvolvida pela Pfizer está próximo.
A Turquia tem uma das piores taxas de infecção do mundo, com uma média semanal de cerca de 22.000 infecções diárias confirmadas. O número total de mortos é de 19.115, de acordo com dados oficiais.

Brasil

No Brasil, a taxa de eficácia da Coronavac ainda não é conhecida. Nesta quarta-feira (23), o governo de São Paulo e o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina em parceria com a Sinovac, adiaram a divulgação pela quarta vez. As autoridades locais disseram que a vacina atingiu o mínimo de eficácia exigida, mas a porcentagem ainda não é conhecida publicamente.
O Instituto Butantan informou que a Sinovac requisitou os dados dos testes no Brasil para análises, com um novo prazo de 15 dias. Os testes de fase 3 da Coronavac eram realizados simultaneamente no Brasil, Turquia e Indonésia. Representantes do governo paulista argumentaram que os dados de eficácia verificados entre os voluntários.

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