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Crise diplomática

Chile convoca embaixador do Brasil em protesto após fala de Bolsonaro

Em ataques contra líderes de esquerda na América do Sul, presidente acusou chileno de "queimar metrôs"
Agência FolhaPress

Publicado em 

29 ago 2022 às 17:49

Publicado em 29 de Agosto de 2022 às 17:49

SÃO PAULO - As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre os governos de esquerda na América Latina causaram desconforto no Chile e em seu presidente, Gabriel Boric. No debate na noite deste domingo (28) - promovido por UOL, Folha de S. Paulo, Band e TV Cultura - Bolsonaro acusou Boric de ter ateado "fogo em metrôs".
Em nota, o governo chileno citou o presidente brasileiro por nome e afirmou que as falas "são inaceitáveis e não estão de acordo com o tratamento respeitoso devido aos chefes de Estado ou com as relações fraternas entre dois países latino-americanos".
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Crédito: Renato Pizzutto / Band
Ao mirar seu principal oponente nas eleições deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o chefe do Executivo brasileiro disse ontem: "Lula apoiou o presidente do Chile também, o mesmo que praticava atos de tocar fogo em metrôs lá no Chile. Para onde está indo o nosso Chile?".
Boric, de 35 anos, é ex-líder estudantil e o presidente mais jovem da história de seu país. Sua vitória representa uma guinada à esquerda e rompeu com três décadas de alternância entre os partidos de centro desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990. No início do ano, Bolsonaro rejeitou ir à posse de Boric e enviou seu vice, Hamilton Mourão (Republicanos).
Ainda no discurso contra o petista, Bolsonaro citou os governos da Argentina, Colômbia e Venezuela antes de falar sobre a Nicarágua. "O nosso prezado presidente Lula apoiou, na Nicarágua, [Daniel] Ortega, que agora persegue cristãos, prende padres, expulsa freiras. Uma perseguição religiosa sem tamanho. E quando ele é questionado sobre isso, ele diz: 'Não devemos meter o nariz em outros países'".
A fala não é isolada. Em suas lives semanais, o presidente brasileiro tem investido contra esses governos, ressaltando, como ontem, que o Brasil estaria recebendo "mais de 500 pessoas por dia" da Venezuela "fugindo da fome, da miséria, da violência".
As críticas do presidente a respeito da "nossa Argentina" giram em torno da economia do país, enquanto as sobre a Colômbia assumem um tom moral, alegando que o presidente Gustavo Petro apoia "liberação de drogas, liberação de presos".
Em entrevista na semana passada ao Jornal Nacional, Bolsonaro propositalmente evidenciou uma "cola" em sua mão esquerda com as palavras: "Nicarágua", "Argentina", "Colômbia" e "Dario Messer", também conhecido como "o doleiro dos doleiros".

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