*Por Edmundo Dantas
A Honda Biz estreou em 1998 evocando uma receita de sucesso reinterpretada de maneira inteligente. Herdeira direta da pioneira Honda CUB, lançada em 1958 – o veículo a motor mais vendido do planeta –, a motoneta Biz substituiu a C100 Dream, vendida no Brasil de 1992 a 1998, com grande estilo, acrescentando um design mais moderno e mais praticidade, sob a forma de um útil compartimento sob o banco, que carrega um capacete fechado.
A Biz se consolidou como a segunda motocicleta mais vendida do Brasil – com 90.910 exemplares no acumulado de janeiro a abril deste ano –, ficando atrás apenas da campeã CG 160 (168.739 unidades no mesmo período), a qual consegue confrontar em vendas nas pequenas cidades do país.
O sucesso da Biz se dá também pela facilidade de uso do câmbio semiautomático, o baixo peso e a altura reduzida do assento. Constantemente aprimorada, a Biz está perto de alcançar três décadas de mercado, sendo um sucesso contínuo impulsionado pela atual geração, que estreou em meados de 2024, dotada de novo motor, sistema de frenagem aperfeiçoado e itens de praticidade e design impactantes.
Para a linha 2027, a grande novidade são as rodas de liga leve equipadas com pneus “tubless” (sem câmara) na Biz125 ES (com preço de R$ 13.505, sem despesas de frete), equiparando-a nesse aspecto à Biz125 EX, a topo de linha da família, que custa R$ 16.849. A “top” da Biz se diferencia por incorporar a tecnologia FlexOne, que permite ao sistema de alimentação PGM-FI utilizar gasolina e/ou etanol.
A Biz 125 EX é o único veículo com motor bicombustível em sua categoria, um diferencial que em determinadas regiões do Brasil – Sudeste e Centro-Oeste – se revela mais vantajoso. A EX acrescenta ainda luzes de posição frontais em LED e quadro de instrumentos tipo blackout.
A introdução das rodas de liga leve e dos pneus sem câmara na Biz 125 ES incrementa a segurança do modelo, pois a tecnologia evita a perda de pressão rápida em caso de furo, assim como oferece maior facilidade em um eventual reparo, que, na maioria das vezes, pode ser feito sem a retirada da roda e desmontagem do pneu do aro.
Nas duas versões da Biz o sistema de frenagem é o CBS (Combined Brake System), com a alavanca no punho da esquerda atuando simultaneamente na frente e atrás, enquanto a alavanca no punho da direita é exclusiva para o freio dianteiro. A motoneta conta com freio dianteiro a disco de 220 milímetros e traseiro a tambor de 130 milímetros. Na ES, os dois freios são a tambor, de 130 milímetros.
O motor é comum às duas versões da Biz. Trata-se de monocilíndrico OHC de 123,9 cm³ inclinado a 80 graus, arrefecido a ar, com comando acionado por corrente e duas válvulas no cabeçote. A potência é de 9,53 cavalos a 7.500 rpm e o torque, de 1,03 kgfm a 6 mil rpm. A transmissão é semiautomática rotativa de 4 marchas, com alavanca de câmbio que permite o uso do calcanhar para as reduções.
A Biz tem quadro (chassi) de aço tipo monobloco. O sistema de suspenção tem na dianteira garfo telescópico de 26 milímetros e curso de 89 milímetros e na traseira um par de amortecedores que atua em um braço oscilante de aço com 86 milímetros de curso. Os pneus têm medida de 70/90-17 na frente e de 80/100-14 atrás, com peso a seco de 96 quilos nas duas variantes.
Além do compartimento sob o banco, as Biz EX e ES são dotadas de porta-objetos na parte posterior do escudo frontal, gancho escamoteável, tomada USB-C e chave de ignição que opera a abertura do banco. A motoneta “Número 1” da Honda tem dois cavaletes, lateral e central.
A linha 2027 da Biz, nas cores perolizadas azul escuro, branco ou cinza e metálicas vermelho ou cinza, estará disponível na rede de concessionárias a partir deste mês.
A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem, mais óleo Pro Honda gratuito em sete revisões (o fornecimento gratuito do óleo é válido a partir da terceira revisão). O intervalo de manutenção é de 6 mil quilômetros ou seis meses após a primeira revisão, que deve ocorrer com mil quilômetros ou seis meses.