Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Motor
  • Hyundai assume linha completa de carros no Brasil, mas Caoa segue com produção em Goiás
Nova configuração

Hyundai assume linha completa de carros no Brasil, mas Caoa segue com produção em Goiás

A montadora sul-coreana Hyundai vai assumir as vendas e a fabricação de todos os seus modelos no Brasil, além das importações

Publicado em 05 de Março de 2024 às 08:00

Agência FolhaPress

Publicado em 

05 mar 2024 às 08:00
Hyundai reajusta valores e HB20 e Creta ficam mais caros; veja preços
O HB20 é um dos modelos que poderão ser vendidos, a partir da nova parceria, pelo grupo Caoa no Brasil Crédito: Hyundai / Divulgação
SÃO PAULO, SP - A montadora sul-coreana Hyundai vai assumir as vendas e a fabricação de todos os seus modelos no Brasil, além das importações. Até agora, metade do portfólio de carros ficava sob a tutela da brasileira Caoa, que fabricava e vendia o SUV Tucson, por exemplo.
As empresas entraram em disputa judicial pelo direito sobre os carros nos últimos anos, mas chegaram a um acordo, já aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O novo formato da parceria foi divulgado na última semana.
A partir de agora, a Hyundai vai gerenciar todo o seu portfólio, mas em contrapartida continuará a encomendar a fabricação da Caoa. A ideia é trazer novas opções de carros para o mercado brasileiro e aproveitar a capacidade da fábrica de Anápolis (GO). Até 2029, a Caoa pretende investir R$ 3 bilhões na expansão da unidade. Além da garantia das encomendas, a empresa brasileira terá participação nos lucros das vendas.
Com os carros sob responsabilidade da própria Hyundai, o consumidor deve notar as mudanças principalmente nas concessionárias. Agora, o grupo Caoa poderá vender todo o portfólio, incluindo o HB20 e o Creta, que antes só eram encontrados nas revendas autorizadas da HMB (Hyundai Motors Brasil). A rede de concessionárias ficará unificada, alcançando 250 lojas.
"A partir de 2012, com a chegada direta da Hyundai, tivemos um grande problema. A marca ficou partida em duas", diz Airton Cousseau, CEO da Hyundai para as Américas Central e do Sul.

Subir no ranking

Segundo o executivo, os ganhos com o acordo devem fazer a Hyundai subir de posição no ranking de vendas no Brasil. O motivo é a alta nas entregas de carros a partir das encomendas à Caoa, já que a fábrica própria de Piracicaba (interior de São Paulo) está no limite de produção de 200 mil veículos por ano.
Hoje, a montadora sul-coreana ocupa o quinto lugar em vendas no país. Ganhos na exportação para a América Latina também devem ser percebidos
Com a presença unificada no Brasil, o presidente da Hyundai afirma que o aumento do portfólio está sendo considerado com modelos de todos os segmentos, já que a fábrica de Anápolis é flexível. No entanto, Airton afirma que é preciso escolher o modelo "certo".
A nacionalização de automóveis híbridos e elétricos deve ganhar destaque no novo cenário, já que ocorre a retomada gradativa do Imposto de Importação.
O CEO da Hyundai afirma ainda que não é possível garantir redução de preços, mas que o novo acordo deixará a empresa mais competitiva no mercado.

Marca própria

Antes da decisão, a Caoa já tinha se pronunciado sobre o futuro da marca no Brasil. Durante a apresentação do SUV Tiggo7 Sport,  na última segunda-feira (26), Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, presidente do grupo Caoa, disse que a empresa estuda abrir o capital na bolsa por meio de IPO (oferta inicial de ações).
Além da Hyundai, a Caoa tem parceria com a chinesa Chery, com a qual também tem negociações em andamento. Atualmente, a sua produção se concentra em Anápolis. O foco os investimentos de R$ 3 bilhões está no aumento de 150% da capacidade de produção do SUV Tiggo 5X, além de manutenção das ações de marketing e de pós-vendas realizadas pela montadora. Foram contratados 1.300 funcionários, que hoje trabalham em dois turnos.
E mais um aporte foi confirmado nesta semana. A empresa diz ter investido R$ 50 milhões em um novo centro de distribuição, localizado em Franco da Rocha (Grande São Paulo). O espaço de 26,8 mil metros quadrados substitui o antigo - que também ficava na região metropolitana de São Paulo, em Barueri.
Há, contudo, uma fábrica fechada. Em maio de 2022, a montadora interrompeu a produção em Jacareí (interior de São Paulo). A princípio seria uma paralisação temporária, mas não houve nenhuma previsão de retorno. Essa unidade está sendo negociada com o próprio grupo Chery, que vai trazer as marcas Omoda e Jaecoo ao Brasil - e já pensa em nacionalizar esses veículos híbridos. São modelos posicionados acima dos Caoa Chery vendidos atualmente.
Embora pense em ter sua linha própria de veículos, a empresa brasileira vai manter a montagem dos modelos de origem chinesa em Goiás. Um dos planos é a nacionalização do híbrido Tiggo8 PHEV, que pode rodar com gasolina e eletricidade.
A ideia é lançar modelos próprios nos próximos anos, mas os planos ainda são embrionários, de acordo com o presidente da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho. De acordo com o executivo, o custo será decisivo na escolha de um modelo próprio. "Acredito que o mercado brasileiro tem espaço para novas marcas e modelos, mas para o lançamento de uma marca nossa precisamos pensar numa calibragem específica para o país."

Hyundai no Brasil

A Hyundai chegou ao Brasil no início dos anos 1990, logo após a reabertura do mercado às importações. Em 1999, Carlos Alberto de Oliveira Andrade (1943-2021), conhecido como "Dr. Carlos" e criador do grupo Caoa, assumiu a operação da montadora no Brasil. O empresário também foi responsável pela primeira fase de importações e venda da Renault e, hoje, tem 50,7% de participação nas operações da chinesa Chery no Brasil.
Para o herdeiro e presidente da empresa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, os ganhos para a companhia devem ser principalmente na redução do custo de produção por unidade fabricada, graças a um esperado aumento das encomendas pela Hyundai -e consequente melhora no poder de barganha junto a fornecedores.
Nas concessionárias, também deve haver ganho de sinergia com redução do custo da operação por unidade vendida. Segundo Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, a economia em todas as frentes deve chegar a R$ 1 bilhão.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Prefeitura de Aracruz
Prefeitura de Aracruz abre seleção para contratar profissionais de nível médio
Imagem de destaque
6 tipos de cachaça e como harmonizá-los com diferentes pratos
Mulher apontada como uma das lideranças do PCC é presa no Norte do ES
Mulher apontada como uma das lideranças do PCC é presa no Norte do ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados