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Cuidado com alagamentos

Confira dicas para cuidar do carro em dias de chuvas mais fortes

Motoristas que se arriscam a passar com o carro por pontos alagados acabam tendo prejuízos com panes nos comandos elétricos do veículo
Gabriela Molina

Publicado em 

31 jan 2022 às 14:19

Publicado em 31 de Janeiro de 2022 às 14:19

Alagamento
Para motoristas que enfrentaram enchentes, é preciso estar atento para os cuidados especiais com o carro Crédito: Carlos Alberto Silva
As fortes chuvas são responsáveis por deixar diversos pontos de alagamentos nas ruas da Grande Vitória. Com o acúmulo de água, motoristas que são surpreendidos por alagamentos se arriscam a passar com o carro pela água e acabam tendo prejuízos com panes nos comandos elétricos do veículo.
Rogério Lopes Monteiro, gerente de pós-venda da Tai Motors, alerta sobre os riscos de passar por esses locais alagados.
“O ideal é evitar o alagamento. No entanto, se não houver alternativa, verifique se a água está baixa, na altura dos pneus. Lembre-se de levar em consideração que outro carro pode passar ao lado e provocar uma 'onda'. Geralmente essa onda é a responsável por 'quebrar' os carros no meio do alagamento. Isso porque a maioria dos motoristas só olham a altura da água e esquecem que o volume pode ser alterado por outros veículos que estiverem circulando pelo local”, explica.
Para motoristas que enfrentaram enchentes, é preciso estar atento para os cuidados especiais com o carro, afirma o gerente de pós-vendas da CVC,  Luis Meirelles. É preciso levar o veículo em uma oficina especializada e de confiança para fazer uma avaliação  e verificar o que precisa ser feito para consertar os danos, mesmo que o automóvel ainda esteja funcionando.
Confira oito dicas que o gerente de pós-vendas da CVC, separou para ajudar a manter o bom funcionamento do veículo e evitar danos ao sair em dias chuvosos:

BORRACHAS DAS PORTAS

A bateria é um componente responsável pelo funcionamento inicial do motor e estabilidade do sistema elétrico do veículo. Existem dois tipos de bateria fornecidas pelo mercado, a de manutenção baixa, que é aquela em que é necessário verificar o nível de fluído a cada três meses, e a bateria selada, que é aquela que não requer manutenção. A vida útil dessas baterias gira em torno de um a dois anos em média. Um detalhe importante ao fazer a troca da bateria é seguir as especificações do fabricante para evitar uma sobrecarga e danificar o sistema elétrico do veículo.
É um item indispensável para a condução do veículo, especialmente nos dias de chuva. Por isso, devem ser verificadas deformações e ressecamento das borrachas, direcionamento dos esguichos e se há água no reservatório. Uma palheta ressecada, por exemplo, pode arranhar o vidro. Sempre que o carro for lavado, é importante passar um pano úmido nas palhetas. Deve-se evitar utilizar produtos químicos na limpeza das cerdas das palhetas.
É importante verificar o nível de água do reservatório que alimenta o esguicho. A água deve ser pura ou conter apenas aditivos específicos. Um produto não recomendado pode gerar manchas na pintura do veículo ou no vidro e um ressecamento prematuro das borrachas do limpador de para-brisa.
Devido à legislação que estabelece a obrigatoriedade de se ligar os faróis durante o dia em algumas vias, as lâmpadas passaram a ser utilizadas com mais frequência. Com o maior uso, as lâmpadas automotivas podem ter sua vida útil reduzida. Luis Meirelles orienta sempre que sair com o veículo, especialmente se for trafegar em rodovias, checar os faróis, faroletes, luz de freio. E  alguns veículos têm computador de bordo que indicam quando a lâmpada está queimada.
Ao instalar pneus novos, é importante sempre colocar os recomendados pelo fabricante. Não é recomendado substituir o pneu por modelo maior ou menor, que seja desproporcional ao tipo do carro. Além de gerar um desconforto na dirigibilidade, isso pode alterar a estabilidade do veículo. É importante manter a calibração em dia, semanalmente conforme a especificação do fabricante (checar no manual ou na coluna da porta do motorista). O alinhamento e balanceamento são recomendados a cada 5 mil quilômetros rodados, bem como a inspeção dos pneus para verificar se há desgaste irregular e se é necessário fazer a regulagem de caster (nos veículos em que há essa opção disponível) e a convergência.
É importante verificar as pastilhas de freio. Alguns veículos trazem um dispositivo na própria pastilha que indica quando ela está próximo à tolerância mínima de desgaste. O fluido de freio deve ser trocado a cada 30 mil quilômetros, seguindo sempre as manutenções programadas no manual do veículo.  Lembrando que, quando acende a luz de nível do fluido de freio no painel nem sempre é porque tem um vazamento, às vezes pode ser um indicador de desgaste da pastilha. Por isso, é necessário levar o veículo em uma oficina autorizada. Outro item importante, ressalta o gerente, é o sistema de freio de estacionamento, que deve ser inspecionado a cada 10 mil quilômetros.
Alguns veículos oferecem sistema de desembaçamento dos vidros traseiros. Nesse caso, o motorista deve evitar o uso em dias quentes ou desnecessariamente. Além de causar uma descarga da bateria, pode gerar o rompimento da resistência. Também é preciso cuidado na instalação de insulfilm para que o filamento não seja raspado causando a inoperância do sistema. Uma dica de Luis Meirelles,  Caso o veículo não tenha o desembaçador do vidro dianteiro, é posicionar o fluxo de ar apontado para o vidro do para-brisa e ligar o ar-condicionado no frio. Isso vai fazer com que o vidro desembace, igualando a temperatura interna com a temperatura externa.
É um item que deve ser supervisionado a cada 10 mil quilômetros para verificar se não há ressecamento, se está rasgado ou com má vedação. Uma vez danificadas, é preciso fazer a substituição. Para manutenção, é indicada a aplicação de um spray de silicone especificado nas borrachas para evitar o ressecamento e ter o cuidado de não passar objetos cortantes próximo à borracha a fim de não danificar o item.

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