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Eleição em Vitória

Majeski é convidado por Heloísa Helena e Audifax para entrar na Rede

Filiado ao PSB e cogitando trocar de sigla para disputar prefeitura, deputado participou de encontro do partido de Marina Silva no domingo (10), na Câmara de Vitória. Vereador Roberto Martins já decidiu que se filia à Rede em março

Publicado em 11 de Novembro de 2019 às 20:06

Públicado em 

11 nov 2019 às 20:06
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Da esquerda para a direita: Audifax Barcelos, Heloísa Helena, Sergio Majeski e Roberto Martins Crédito: Assessoria de Roberto Martins
Estudando trocar de partido para poder candidatar-se a prefeito de Vitória em 2020, o deputado estadual Sergio Majeski, hoje no PSB, participou de um evento da Rede Sustentabilidade neste domingo (10): a Conferência Municipal do partido, realizada na Câmara de Vitória. No encontro, o convite de filiação a Majeski na Rede foi reforçado pela ex-senadora Heloísa Helena (AL), uma das principais líderes nacionais do partido fundado pela também ex-senadora Marina Silva.
“Heloísa Helena convidou Majeski publicamente e disse que torce para essa dobradinha dar certo”, contou o vereador Roberto Martins (PTB), que já se decidiu a migrar para a Rede na próxima janela para trocas liberadas pela Justiça Eleitoral, a ser aberta em março de 2020.
O convite a Majeski também foi reforçado por alguns dos principais líderes estaduais da Rede, como o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, e o ex-deputado estadual Roberto Carlos.
Majeski se disse muito contente e satisfeito com o convite, mas não deu nenhuma resposta aos dirigentes da Rede, até porque não pode ainda, como ele mesmo recordou em conversa com a coluna nesta segunda-feira (11). A janela de março é válida somente para vereadores em fim de mandato. Não contempla, portanto, deputados.
Assim, se Majeski quiser sair do PSB para ser candidato a prefeito de Vitória, ele estará sujeito à perda do mandato na Assembleia Legislativa, que poderá ser requerido em ação junto à Justiça Eleitoral pelo próprio PSB ou pelo primeiro suplente da coligação pela qual Majeski se elegeu em 2020: Eustáquio de Freitas, atualmente exercendo mandato no lugar do deputado eleito Bruno Lamas, licenciado desde fevereiro para chefiar a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social.
De todo modo, Majeski está mesmo flertando com a ideia de trocar de partido. Em recente conversa na Assembleia, perguntei a ele se sua pré-candidatura a prefeito de Vitória estava firme. Ele respondeu que sim. Perguntei-lhe, então, o que fará se o PSB não lhe der legenda.
“Aí vamos ter que partir para o plano B”, respondeu o deputado, entre risos.
Para sair sem correr o risco de ter o mandato cassado, Majeski teria que ter tudo muito bem negociado com a direção estadual do PSB – passando, inclusive, pelo governador Renato Casagrande –, com garantias de que nem a direção estadual do partido nem o primeiro suplente vão pedir a vaga.

ROBERTO MARTINS NA REDE

Ao contrário de Majeski, o vereador Roberto Martins, de oposição ao prefeito Luciano Rezende (Cidadania), está livre para mudar de agremiação sem risco de perda do mandato na janela de março e já bateu o martelo. Eleito em 2016 pelo PTB, partido onde está até hoje, Martins já anunciou que disputará a eleição do ano que vem pela Rede e, assim como Majeski, compôs a mesa de autoridades do evento do partido na Câmara de Vitória, no domingo.
“Já está confirmado que vou me filiar à Rede na janela partidária, em março. Estou me disponibilizando a ser pré-candidato a prefeito de Vitória e também, se for da preferência da Rede, a vereador.”
Se Majeski decidir se filiar mesmo à Rede e quiser ser candidato a prefeito, Martins diz estar disposto a abrir mão da candidatura majoritária em favor do deputado. “O que a Rede achar melhor.”
Hoje sem mandato, Heloísa Helena integra o diretório nacional da Rede. Ela foi senadora pelo PT e depois pelo PSOL, partido que ajudou a fundar, com outros dissidentes do PT então insatisfeitos com o primeiro governo de Lula, em 2005.
Assim como Heloísa Helena, Roberto Martins já pertenceu ao PSOL, antes da migração para o PTB e da iminente transferência para a Rede. O vereador diz ter a ex-senadora como uma de suas principais referências na política.
Antes de migrar para o PSOL, Martins também pertenceu ao PCdoB. E recorda: “Admiro demais a Heloísa Helena. Quando saí do PCdoB, eu estava desanimado com a política. Quando ela puxou aquele movimento para fundar o PSOL, eu acompanhei, achei muito bacana, então também por conta dela fui para o PSOL. E também por conta dela agora vou para a Rede”.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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