Publicado em 17 de janeiro de 2022 às 12:50
Um dia após ser deportado pela Austrália, Novak Djokovic sofreu outra dura derrota fora de quadra. O tenista sérvio agora corre o risco de não poder competir em Roland Garros, o segundo e próximo Grand Slam da temporada, em Paris, porque o governo francês aprovou a adoção do passaporte vacinal para eventos públicos. >
A lei foi aprovada no domingo pela Assembleia Nacional da França. E, nesta segunda-feira, a atual ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, afirmou que não haverá exceção. Assim, já está descartada qualquer "permissão médica especial", como a que o número 1 do mundo havia obtido, ainda que temporariamente, na Austrália. >
"O passaporte de vacinação foi adotado. Assim que a lei for promulgada, ele passa a ser obrigatório para entrar em edifícios públicos como estádios, teatros ou salões para todos os espectadores, praticantes e profissionais franceses ou estrangeiros", afirmou Maracineanu em suas redes sociais. >
"Muito obrigada ao movimento esportivo pelo trabalho de convencimento junto aos últimos raros membros não vacinados. Trabalharemos juntos para preservar as competições e sermos os embaixadores dessas medidas em nível internacional", acrescentou a ministra. >
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Em comunicado, o ministério reforçou as palavras de Maracineanu. "Isso se aplica a todos que são espectadores ou esportistas profissionais. Isso vale até novo aviso. Agora, ainda que haja uma preocupação, Roland Garros é em maio. A situação pode mudar até lá e nós esperamos que seja mais favorável. Então, vamos ver. Mas claramente não haverá exceção", destacou o órgão público.>
Djokovic admitiu que não tomou a vacina contra a covid-19 ao desembarcar na Austrália, na semana passada. Ele tentou entrar no país para disputar o Aberto da Austrália, que começou na noite de domingo, pelo horário de Brasília, com uma "permissão médica especial", obtida com o apoio da Tennis Australia, a federação nacional de tênis, e do governo do Estado de Victoria. >
Dois painéis de médicos teriam liberado a permissão porque o sérvio contraiu covid-19 em dezembro. E, segundo as regras iniciais comunicadas pela Tennis Australia aos tenistas, uma infecção recente pelo vírus se enquadraria nas regras de exceção para entrar no país mesmo sem tomar a vacina. >
Mas as autoridades da fronteira australiana não aceitaram o argumento. O governo australiano chegou a anunciar publicamente que havia avisado a Tennis Australia, ainda em novembro, de que infecção recente não seria aceito como justificativa para "permissão especial". A confusão gerou dois cancelamentos de visto para Djokovic, duas audiências judiciais e a decisão final de deportação, no domingo.>
Logo após a decisão judicial que determinou a saída do tenista do país, o pai de Djokovic, Srdan, ironizou a situação e disse: "Nos vemos em Paris". Naquele momento, a França ainda não havia decidido pelo passaporte vacinal. Com a decisão, o número 1 do mundo poderá voltar a um Grand Slam, caso não queira de vacinar, somente em Wimbledon, em junho. >
A Inglaterra não exige o passaporte vacinal, mas o primeiro-ministro Boris Johnson disse ser totalmente a favor do imunizante ao ser questionado sobre o caso Djokovic, na semana passada. "Tudo o que posso dizer sobre o tema Novak Djokovic é que eu acredito na vacinação e entendo ser algo fantástico", afirmou o político.>
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