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Opinião da Gazeta

Lava Jato exibe balanço grandioso, mas crise ética persiste

Em 2017, Brasil teve forte piora no ranking de percepção da corrupção no setor público. Esse baque evidencia enraizamento e resistência de redes de falcatruas

Publicado em 19 de Março de 2018 às 09:36

Públicado em 

19 mar 2018 às 09:36

Colunista

Números recordes fazem da Lava Jato a maior cruzada contra a corrupção já realizada no país. Exibe balanço grandioso, quatro anos após o seu início: 72 acusações criminais contra 289 pessoas; 103 mandados de prisão preventiva; 118 mandados de prisão temporária; 227 mandados de condução coercitiva; 954 mandados de busca e apreensão; 179 acordos de colaboração premiada; 181 condenações, e R$ 11,5 bilhões previstos em devoluções aos cofres públicos.
Ainda assim, as crises ética e moral persistem. E com vigor. Em 2017, o Brasil teve forte piora no ranking de percepção da corrupção no setor público, divulgado pela Transparência Internacional. Caiu 17 posições em relação ao ano anterior, recuando para o 96° lugar em 180 países. Esse baque evidencia enraizamento e resistência de redes de falcatruas, e reforça o sentimento de que deve ser permanente a luta contra o saque criminoso de recursos dos cofres estatais.
A Lava Jato destruiu a blindagem de autoridades ou corruptores do colarinho branco, mas a possibilidade do fim da prisão após condenação em segunda instância representa grave ameaça à efetividade da operação, segundo o seu coordenador em Curitiba, Deltan Dallagnol. Há muita pressão para a queda dessa pena. Se aprovada, seria mudança de posição do próprio STF, estabelecida há apenas um ano e meio. Beneficiaria diretamente o presidente Lula, evitando a sua prisão.
A Lava Jato faz do combate à corrupção na política tema obrigatório das eleições deste ano, mas também é necessário de que se dissemine no país a consciência de que cada cidadão deve ser zeloso no seu comportamento.
Malfeitos não são ervas daninhas cultivadas apenas nos porões do poder. Muitas vezes estão presentes no dia a dia, abertamente, nas relações das pessoas, e praticados como “coisa normal”.
 

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