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Negócios

Investimentos da Suzano mostram que futuro da empresa no ES é promissor

Desde a fusão com a Fibria, em março de 2018, existiam dúvidas sobre os planos da Suzano para a unidade capixaba. Anúncio de investimento bilionário afasta perspectiva negativa

Publicado em 23 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

23 dez 2019 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Unidade da Suzano, em Aracruz Crédito: Divulgação / Suzano
No último dia 19, investimentos robustos foram anunciados em conjunto pelo poder público e pela iniciativa privada. Do Palácio Anchieta, a Suzano divulgou que pretende investir quase R$ 1 bilhão em projetos para o Estado já a partir de 2020. O combo reúne uma nova fábrica de papel higiênico em Cachoeiro de Itapemirim, a modernização da planta de Aracruz e a expansão da base florestal no Estado.
Os empreendimentos por si só já são de grande relevância para a economia capixaba e para a geração de oportunidades e receitas, mas eles trazem consigo ainda duas questões que gostaria de destacar aqui.
A primeira é que, ao anunciar os planos para o Espírito Santo, a Suzano afasta alguns receios que vinham rondando a companhia desde que houve a fusão com a Fibria, em março do ano passado. Ao longo desses quase dois anos de mudança da gestão, pouco havia sido exposto publicamente sobre o futuro, no Estado, dos negócios do grupo, que ao longo desse período justificava estar em fase de reestruturação e definição de estratégias.
O silêncio combinado com o momento ruim que o setor de celulose enfrentou neste ano - de preço da commodity em baixa no mercado internacional, de dificuldades relacionadas à escassez de eucalipto no Norte do ES e de queda da produção de 35% até outubro - enxertaram dúvidas de quanto o novo grupo estaria disposto a dar continuidade a projetos que até então constavam no escopo da Fibria.
O anúncio feito pelo presidente da Suzano, Walter Schalka, na última quinta-feira, faz cair por terra qualquer pessimismo. Os investimentos previstos, além de vultosos, têm foco do curto ao longo prazo, mostrando que o Estado não está fora das prioridades. Aliás, tudo indica que o futuro por aqui é promissor.
O segundo ponto que destaco nesse contexto é a iniciativa do governo do Estado de criar uma lei que, além de contribuir para equalizar as dívidas de ICMS que se acumulam junto a empresas exportadoras, ela incentiva o desenvolvimento econômico. O investimento que será feito pela Suzano já é resultado dessa legislação, que permite que companhias com o DNA exportador utilizem o crédito de ICMS acumulado em novos negócios, na compra de equipamentos e na negociação para pagamentos de impostos e multas.
O governador Renato Casagrande (PSB) e sua equipe, bem como a Assembleia Legislativa, que aprovou o texto em junho, acertaram em cheio nessa decisão que traz ganhos para todos os atores. O crédito de ICMS, que chega a ser tratado no mercado como “moeda podre”, passa a ter novo sentido. O Estado estimula assim novos projetos; consegue reduzir a dívida quase que eterna com empresas; incentiva que os empreendimentos tenham o foco no mercado interno, de modo que com o tempo as companhias passem a ser geradoras do tributo estadual. Ou seja, tudo isso é capaz de gerar mais negócios, empregos e renda.
No caso específico da construção pela Suzano da fábrica de papel, em Cachoeiro de Itapemirim, tem ainda o fator distribuição do desenvolvimento. Nos últimos anos, o Sul pouco recebeu empreendimentos de grande porte. Novos negócios foram se concentrando no Norte, onde existem os incentivos da Sudene. O arranjo que foi costurado desde a concepção da Lei 11.001/2019 até a definição do local mostra como as iniciativas pública e privada trabalhando em conjunto têm a oferecer ganhos para toda a sociedade.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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