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Mercado imobiliário no Brasil bate recorde com 453 mil lançamentos em 2025

Mercado imobiliário no Brasil bate recorde com 453 mil lançamentos em 2025

Impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida e pela resiliência do alto padrão, setor imobiliário atinge R$ 264,2 bilhões em VGV e sinaliza novo ciclo de alta

Publicado em 19 de março de 2026 às 15:42

 - Atualizado há 2 horas

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stimativas de mercado preveem que o setor imobiliário nacional alcance um valor de mercado de US$ 160,6 bilhões até 2034 Crédito: Shutterstock

O mercado imobiliário brasileiro finalizou o ano de 2025 com indicadores de crescimento, superando as projeções de retração diante da taxa Selic mantida no patamar de 15%. De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senior Index, o setor registrou 453.005 novos lançamentos residenciais, uma alta de 10,6% em relação a 2024, estabelecendo um novo recorde histórico para o segmento.

A projeção da CBIC para 2026 é de um crescimento de 2% no PIB da Construção Civil. O otimismo é fundamentado na expectativa de redução gradual da taxa Selic e no volume recorde de recursos do FGTS direcionados à habitação.

Estimativas de mercado preveem que o setor imobiliário nacional alcance um valor de mercado de US$ 160,6 bilhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 2,5%. A consolidação deste novo ciclo depende, segundo analistas, da estabilização macroeconômica e da facilitação do acesso ao crédito para famílias de média renda.

“O ano de 2025 serviu como uma prova clara da resiliência estrutural do mercado imobiliário brasileiro diante de um ciclo de juros elevados. Historicamente, um ambiente que teria reduzido de forma significativa a demanda e o nível de atividade do setor. A capacidade de adaptação das empresas, aliada à existência de demanda reprimida e ao papel dos programas habitacionais, sustentou um crescimento que muitos analistas consideravam improvável”, afirma o diretor do segmento Construção da Senior, Marcos Malagola.

Minha Casa, Minha Vida no topo

As vendas acompanharam a tendência de alta, totalizando 426.260 unidades (alta de 5,4%). O Valor Geral de Vendas (VGV) consolidado do ano atingiu R$ 264,2 bilhões. O desempenho foi sustentado principalmente pela manutenção de políticas públicas habitacionais e pela demanda resiliente nos nichos de médio e alto padrão.

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi o principal pilar de volume do mercado, respondendo por 52% dos lançamentos e 49% das vendas totais em 2025. O segmento registrou expansão de 15,9% nas comercializações. Regionalmente, o destaque de crescimento em lançamentos no quarto trimestre foi a região Norte, com salto de 68,8%, seguida pelo Nordeste com 27,4%.

No recorte de médio e alto padrão, monitorado pelo Senior Index, o VGV nacional cresceu 7,3%. O índice aponta uma valorização média de 10,4% no preço do metro quadrado, com o Sudeste liderando o encarecimento das unidades (12,7%). O segmento de alto padrão isolado apresentou performance superior ao médio, com elevação de 8,9% no VGV, indicando menor sensibilidade deste público aos juros restritivos.

A valorização imobiliária superou a inflação no período. Dados do índice FipeZap indicam alta próxima de 8% nos 12 meses encerrados em abril de 2025. O modelo de moradia vertical (apartamentos e condomínios) concentrou 77% da receita total do setor, ratificando a concentração da demanda em centros urbanos adensados.

Nota do Editor
19/03/2026 - 15:32hrs
Conteúdo desenvolvido por Inteligência Artificial com base no material divulgado pela Senior e revisado pela equipe de jornalistas da editoria Imóveis.

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