O consórcio de imóveis consolidou-se como um dos principais mecanismos de investimento e estruturação de reserva financeira no mercado brasileiro. De acordo com dados de uma pesquisa nacional encomendada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) à Okiar Intelligence, 59% dos consumidores familiarizados com o sistema de consórcios conhecem a modalidade imobiliária. Desse total de conhecedores da categoria, 17% declaram já ter contratado planos voltados especificamente para a aquisição ou investimento em imóveis
O avanço desse mercado ocorre em um cenário no qual o Sistema de Consórcios ultrapassou a marca histórica de 13 milhões de participantes ativos em maio de 2026. O levantamento quantitativo, que realizou 1.852 entrevistas entre os meses de dezembro de 2025 e abril de 2026, indica que a decisão de compra do consorciado passou a priorizar fatores como a formação de patrimônio seguro e a disciplina financeira pessoal.
A destinação dos recursos pelos consorciados apresenta uma transição clara nos objetivos de longo prazo, uma vez que 36% dos entrevistados afirmam que buscam o sistema para construir uma reserva financeira estruturada, enquanto 35% declaram a intenção de utilizar a ferramenta para investir ou aplicar dinheiro de maneira estratégica.
Esse bloco voltado à preservação e multiplicação de capital soma 71% dos participantes do sistema, sendo que, do total de consorciados que definem o investimento como prioridade, 43% representam clientes que já foram contemplados e utilizam o crédito de maneira planejada.
Em contrapartida, os objetivos tradicionais de aquisição imediata aparecem em segundo plano, com 24% indicando a compra direta de imóveis e 24% focando na garantia de segurança financeira para os filhos.
Em termos de relacionamento com o mercado, os dados de canais de contratação mostram que as instituições financeiras e players tradicionais ainda respondem por 41% das intermediações, enquanto as administradoras independentes representam 23%. O perfil que apresenta maior organização e estrutura financeira corresponde aos consorciados ativos (60%) e aos já contemplados (65%).
O índice de satisfação com o sistema é de 8,0 em escala de 0 a 10, atingindo 8,8 entre os contemplados com pagamento finalizado. Para o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, a expansão do setor está ligada diretamente à manutenção de uma jornada de crédito compreensível e sustentável ao longo do tempo.