Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Imoveis
  • Crédito imobiliário cresce 23% e amplia perspectivas para o setor
Casa própria

Crédito imobiliário cresce 23% e amplia perspectivas para o setor

Desempenho acima do esperado evidencia a importância do FGTS, da diversificação das fontes de recursos e de juros mais acessíveis para sustentar o mercado

Publicado em 30 de Julho de 2026 às 18:14

Da Redação*

Publicado em 

30 jul 2026 às 18:14
FGTS, financiamento, casa própria, contas
Cerca de 850 mil imóveis foram financiados de janeiro a junho no país Shutterstock

O crédito imobiliário brasileiro cresceu 23% no primeiro semestre de 2026, mesmo em um período marcado por juros elevados. As operações para aquisição e construção de imóveis movimentaram R$ 180,9 bilhões entre janeiro e junho, ante R$ 147,1 bilhões no mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 


O desempenho, inclusive, superou as projeções iniciais da entidade, que estimava um crescimento de 16% para o ano (volume de R$ 375 bilhões). Diante dos números apurados, a Abecip confirmou que revisará a estimativa anual para cima.


Ao todo, cerca de 850 mil imóveis foram financiados de janeiro a junho, somando operações via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), FGTS e fontes livres. 


“O crescimento de 23% do crédito imobiliário no primeiro semestre reforça a resiliência do setor para a economia e para as famílias brasileiras. Vimos avanços expressivos no FGTS, com destaque para o Minha Casa Minha Vida, e alta de 12% na aquisição via SBPE. Ao mesmo tempo, a elevação da curva de juros prefixada pressiona o custo do funding e reforça a necessidade de diversificarmos as fontes de recursos do setor, complementando a poupança com instrumentos como as LCIs (letras de crédito imobiliário)”, afirma o presidente da Abecip, Michel Cury.

SBPE e FGTS impulsionam o mercado

O financiamento com recursos do SBPE somou R$ 93,7 bilhões para aquisição e construção no semestre — avanço de 29% em comparação aos R$ 72,9 bilhões do mesmo período em 2025. As operações voltadas à construção registraram crescimento de 107%, passando de R$ 12,8 bilhões para R$ 26,5 bilhões, marcando a retomada do setor aos patamares históricos observados entre 2021 e 2024. 


Para o diretor da Gava Crédito Imobiliário e da Ademi Secovi-ES, Ricardo Gava, o desempenho acima do esperado demonstra a importância de preservar os pilares que sustentam o mercado. Um dos principais deles, segundo ele, continua sendo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As operações realizadas com recursos do fundo somaram R$ 77,6 bilhões no primeiro semestre, avanço de 22%, impulsionado principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida.


“Embora tenha sido criado para proteger o trabalhador, desde sua origem o FGTS também foi estruturado para financiar a habitação e projetos de interesse social, permitindo que milhões de famílias, especialmente as de menor renda, conquistassem a casa própria. Por isso, é fundamental preservar seu papel na política habitacional brasileira e evitar que o fundo seja direcionado, cada vez mais, para finalidades que reduzam sua capacidade de financiar o acesso à moradia”, afirma Gava.

Novas fontes de financiamento

Outro avanço importante, na avaliação do especialista, é a evolução das fontes de financiamento. Durante muitos anos, o crédito imobiliário ficou dependente dos recursos da poupança, que há bastante tempo registra mais saques do que depósitos. Nos últimos cinco anos, a retirada líquida da caderneta chegou a R$ 273 bilhões. Somente no primeiro semestre de 2026, as saídas superaram os depósitos em R$ 31 bilhões.


“O crescimento das operações com recursos livres e de novas fontes de funding representa um passo importante para reduzir essa dependência e dar mais sustentabilidade ao crédito imobiliário no longo prazo”, avalia Gava. 


Segundo ele, a ampliação das alternativas de captação também beneficia a construção civil, ao permitir maior previsibilidade no financiamento dos empreendimentos e oferecer condições mais competitivas aos compradores, especialmente durante a fase de obras. 

Mesmo com o custo do crédito ainda em um patamar elevado para os padrões históricos, o setor segue mostrando força. Para Gava, esse desempenho demonstra que a demanda por moradia continua aquecida.


“O desafio agora é preservar esse equilíbrio, fortalecendo o FGTS como instrumento da política habitacional, ampliando as novas fontes de financiamento para reduzir a dependência da poupança e avançando para um cenário de juros mais acessíveis, acrescenta.

Mais sobre mercado imobiliário

Coluna Juarez Soares - Por que a construção civil cresceu 9,7% em 2021?

Financiamento imobiliário registra alta de 51,5% em maio na comparação anual

O consórcio funciona como uma poupança conjunta para uma compra programada

Consórcio de imóveis no Brasil vira opção de investimento, diz pesquisa

A Universal Imobiliária e Urbanismo prepara um novo lançamento na cidade, apostando no potencial de crescimento e valorização da região.

Universal Imobiliária e Urbanismo prepara lançamento em Serra com condições facilitadas

Lounge JD é homenagem a João Dalmácio Castello, antigo proprietário do hotel em que está sendo realizada a CasaCor ES 2026

Casacor ES 2026 abre as portas para celebrar a memória em despedida de hotel

Férias escolares mudam a rotina do condomínio, veja como se adaptar

Férias escolares: confira dicas para reforçar segurança e convivência em condomínios

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que a Guerra do Paraguai voltou ao centro de uma crise diplomática — e o dizem historiadores que contestam versão ensinada nas escolas
Imagem de destaque
O boicote à Copa do Mundo anunciado pela Uefa contra plano da Fifa para 'vender o Mundial'
Obras no CMEI Ernestina Pessoa, Vitória
Goteiras, poeira e túnel improvisado: famílias reclamam de obra em creche de Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados