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Saúde

Solteiros com problemas cardíacos correm maior risco de morte, diz estudo

Um estudo realizado na Alemanha com mais de mil pacientes apontou que pessoas solteiras tendem a ter menos confiança, o que pode dificultar o controle dos quadros de saúde
Redação de A Gazeta

Publicado em 27 de Maio de 2022 às 12:11

Homem bebendo vinho
Uma pesquisa realizada na Alemanha apontou que pacientes solteiros possuem mais risco de morte quando apresentam algum problema cardíaco  Crédito: Shutterstock
Uma pesquisa realizada na Alemanha apontou que pacientes solteiros ou que não vivem com parceiros possuem mais risco de morte quando apresentam algum problema cardíaco. O estudo apresentado no Heart Failure 2022, congresso da European Society of Cardiology (ESC), mostra que pessoas sozinhas tendem a ter menos confiança, o que pode dificultar o controle dos quadros de saúde.
"O apoio social ajuda as pessoas a lidarem com doenças a longo prazo. Os cônjuges podem ajudar na adesão à medicação, encorajar e ajudar a desenvolver comportamentos mais saudáveis, o que pode afetar a longevidade”, afirmou o Dr. Fabian Kerwagen, autor do estudo e líder da equipe científica do Comprehensive Heart Failure Center do Hospital Universitário de Würzburg.
“Neste estudo, pacientes solteiros tiveram menos interações sociais do que pacientes casados e não tinham confiança para controlar sua insuficiência cardíaca. Estamos explorando se esses fatores também podem explicar parcialmente a relação com a sobrevivência", ressaltou Kerwagen ao site Infobae.
Outros trabalhos também apontaram que não ter um parceiro pode ser um indicador de prognóstico desvantajoso. Um estudo post-hoc de Insuficiência Cardíaca em Rede Interdisciplinar Estendida (E-INH) procurou investigar a relação entre o estado civil de pacientes com insuficiência cardíaca crônica.
A pesquisa envolveu 1.022 pacientes internados por insuficiência cardíaca descompensada entre 2004 e 2007. Desse número, 1.008 disseram o estado civil, sendo 633 (63%) casados e 375 (37%) solteiros. O estudo ainda considerou 195 viúvos, 96 pacientes que nunca foram casados e 84 separados ou divorciados.
O estudo com os pacientes durou 10 anos, período durante o qual 679 pacientes (67%) morreram. De acordo com Fabian, “a conexão entre casamento e longevidade indica a importância do apoio social para pacientes com insuficiência cardíaca, uma questão que se tornou ainda mais relevante com o distanciamento social durante a pandemia”.
Kerwagen defende ainda a ideia de que os profissionais de saúde precisam considerar indagar ao paciente sobre seu estado civil. “Os profissionais de saúde devem considerar perguntar aos pacientes sobre seu estado civil e grupo social mais amplo. Após isso, devem recomendar grupos de apoio à insuficiência cardíaca para preencher lacunas. A educação é crucial, mas os profissionais de saúde também devem aumentar a confiança dos pacientes em suas habilidades de autocuidado”, concluiu.
Com informações da Infobae

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