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Cotidiano

Síndrome da impostora: o que é e como lidar com ela?

Essa é a sensação vivida por quem lida com a síndrome do impostor, nome dado para quando uma pessoa bem-sucedida acredita ser uma fraude e credita seu sucesso e avanços à sorte e outras coincidências

Publicado em 17 de Junho de 2023 às 08:00

Publicado em 

17 jun 2023 às 08:00
Luciana Almeida

Colunista

Luciana Almeida

síndrome da impostora
Nome dado para quando uma pessoa bem-sucedida acredita ser uma fraude e credita seu sucesso e avanços à sorte e outras coincidências Crédito: Shutterstock
Você que acompanha a minha coluna sabe que abordamos diversas vezes o tema insegurança. Sentir-se inseguro faz parte da natureza humana. Em uma realidade na qual somos cobrados o tempo inteiro para sermos os melhores em tudo, há pouco espaço para erros e deslizes.
Mas e quando a insegurança se torna constante? E, pior, não condiz com a realidade? Essa é a sensação vivida por quem lida com a síndrome do impostor, nome dado para quando uma pessoa bem-sucedida acredita ser uma fraude e credita seu sucesso e avanços à sorte e outras coincidências.
O termo “síndrome da impostora” foi criado em 1978 pelas psicólogas norte-americanas Pauline Clance e Suzanne Imes, da Universidade Estadual da Geórgia. Suas pesquisas com 150 mulheres mostraram que quanto mais bem-sucedidas, mais inseguras elas se sentiam. Isso não é à toa. À época, o mercado de trabalho era muito masculino, e, só a partir da década de 1970, a presença das mulheres se intensificou devido a transformações econômicas, sociais e culturais.
Insegurança todo mundo tem, lidar com isso faz parte. Só que, na síndrome do impostor, a diferença é o fato de que a pessoa se comporta tanto sob o controle desse julgamento, que ela não tem habilidades de aceitação e compreensão, além de um déficit muito grande de percepção social e autopercepção. Ela entra em um processo de fusão dos pensamentos e sentimentos, ela não consegue diferenciar o que é ela e o que são essas crenças. Isso desencadeia sintomas como ansiedade e angústia criando um ciclo de autossabotagem, o que faz perder muitas oportunidades.
Como pedir ajuda pode ser interpretado como vulnerabilidade por quem tem a síndrome do impostor, é comum que a pessoa sofra sozinha, em silêncio. Neste caso, é preciso desenvolver a humildade dentro de si e buscar ajuda profissional. O processo terapêutico pode lhe ajudar a compreender as origens da sua insegurança, a desenvolver um senso de autoconfiança e ensinar habilidades.
Isso me lembra uma entrevista que li sobre a diretora de marketing do Boticário, Renata Gomide. Ela conta que, um dia antes de receber uma proposta para assumir a área de comunicação da Eudora, marca do grupo, ela descobriu que estava grávida. E a síndrome da impostora quase a levou a desistir. “Me perguntei se eu era a pessoa certa para o cargo, se eu teria a capacidade de fazer o que precisava ser feito durante a gravidez”.
Mas ela superou essa insegurança, assumiu o cargo e continuou subindo na carreira. A executiva conta que aprendeu a lidar com esse sentimento seguindo um conselho que passou a dar a outras mulheres. “Se tiver medo, vá com medo mesmo”.
Até a próxima!

Luciana Almeida

É jornalista e tem um olhar atento sobre comportamento, arte, relacionamentos e lifestyle. Compartilha as suas ideias sempre com a intenção de criar ambientes favoráveis ao desenvolvimento das pessoas

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