Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • HZ
  • Viver Bem
  • Entenda como alimentos ultraprocessados aumentam o risco de depressão
Prazer imediato

Entenda como alimentos ultraprocessados aumentam o risco de depressão

Nutróloga explica a importância de manter uma dieta equilibrada para uma boa saúde mental
Portal Edicase

Publicado em 18 de Julho de 2023 às 08:00

De acordo com um estudo recentemente publicado no Journal of Affective Disorders , o consumo de alimentos ultraprocessados e hiperpalatáveis, ricos em gordura, sódio, açúcar e carboidratos para intensificar o sabor, pode proporcionar um prazer imediato. No entanto, eles também estão associados à depressão e ao sofrimento psicológico.
“O estudo descobriu que esses alimentos, que também trazem maior densidade calórica, além de descontrolar a dieta, uma vez que podem desencadear adaptações neurobiológicas e levar a um comportamento cada vez mais compulsivo, também estão associados a quadros de tristeza”, explica a  médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
O estudo mostrou que um fator de risco potencial para depressão que pode ser modificado é a má qualidade da alimentação. Há um descompasso grande na dieta dos que comem mais alimentos ultraprocessados. “Esse tipo de padrão alimentar é associado à menor ingestão de proteínas, fibras e gorduras saudáveis, bem como a uma redução da ingestão total de vegetais e frutas”, diz Marcella Garcez.
“Tanto macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) como micronutrientes (vitaminas e minerais) podem ter impactos positivos no humor das pessoas que os consomem. Enquanto a ausência de determinados alimentos na dieta pode contribuir para deixar o indivíduo cabisbaixo; a presença de outros pode potencializar estresses, ansiedades e depressões”, acrescenta.

Resultados do estudo

No estudo, 24.674 participantes completaram as avaliações de ingestão alimentar e o questionário de sofrimento psicológico no segundo acompanhamento. Além disso, os pesquisadores calcularam o consumo diário médio de alimentos ultraprocessados em termos de energia e peso, convertendo as frequências relatadas de consumo em gramas usando tamanhos de porções de alimentos específicos para o sexo e multiplicando-o pela frequência diária.
A Escala de Angústia Psicológica de Kessler (K10) foi usada para medir a aflição psicológica durante o acompanhamento. O K10 avalia o sofrimento psicológico geral, com pontuações elevadas do K10 indicando a presença de doenças mentais típicas.
“Um total de 13.876 mulheres e 9.423 homens foram incluídos na análise final. Indivíduos que consumiam a maior quantidade de alimentos ultraprocessados eram mais propensos a morar sozinhos. Esses indivíduos também eram menos propensos a relatar educação superior, ser casados ou [estar] em relacionamento de fato. Também eram menos propensos a se envolver em altos níveis de atividade física”, diz a médica.
“Os indivíduos que se enquadravam no grupo que tinham o consumo mais alto de alimentos ultraprocessados ajustados para energia tiveram uma probabilidade 1,14 vez maior de apresentar sofrimento psicológico elevado em comparação com aqueles que consumiam menos”, explica a médica nutróloga.
A médica, que recomenda uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível, pontua que essa associação foi observada apenas em indivíduos que consumiram uma quantidade significativa de alimentos ultraprocessados. “Esses alimentos não precisam ser completamente proibidos, mas o ideal é que o seu consumo seja minimizado”, diz a Dra. Marcella.
Imagem Edicase Brasil
Uma alimentação rica em aminoácidos é fundamental para a sensação de bem-estar  Crédito: Antonio Guillem | Shutterstock

É recomendada uma dieta equilibrada

A médica lembra que os neurotransmissores ligados ao bem-estar e ao bom humor são formados a partir de vários nutrientes, mas os principais substratos são os aminoácidos, presentes nas proteínas de origem vegetal, que estão nas leguminosas (grãos que dão em vagens como feijões, ervilhas, lentilhas, grão-de-bico, soja e amendoim), cereais e sementes e as de origem animal, como as carnes em geral, ovos e laticínios.
Além disso, a médica destaca a importância do triptofano na síntese de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e bem-estar. Alguns alimentos ricos em triptofano incluem:
  • Banana
  • Peixes
  • Laticínios
  • Grão-de-bico
  • Carne de frango
  • Chocolate
  • Ovos
  • Amendoim
  • Abacate
  • Castanha-de-caju
  • Amêndoas
“O ideal é sempre manter um hábito alimentar equilibrado, variado e o mais natural possível, para a síntese adequada de neurotransmissores e manutenção de funções orgânicas, que impactam positivamente o humor e bem-estar”, finaliza a profissional.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Data: 20/11/2015 - ES - Colatina - Rio Doce com coloração alterada devido lama de rejeitos das barragens rompidas da Samarco em Mariana - MG atingirem seu leito
Novo Acordo do Rio Doce: governança e transparência na continuidade da reparação capixaba
Imagens do filme geradas por IA
Sidemberg Rodrigues usa inteligência artificial para recriar pessoas em novo filme
Imagem de destaque
Consignado do INSS e saque do FGTS: o que muda para aposentados com o Desenrola 2.0?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados