Sair
Assine
Entrar

Viver bem

Entenda a importância da empatia na promoção da diversidade

O que vemos em nosso semelhante diz muito sobre nós
Portal Edicase

Publicado em 05 de Setembro de 2023 às 09:17

Imagem Edicase Brasil
Não é fácil compreender perspectivas alheias e considerar necessidades diferentes das nossas, mas é preciso (Imagem: Good Studio | Shutterstock) Crédito:
Desde muito tempo, sou chamado, em algumas ocasiões, para falar sobre diversidade. Já participei de fóruns, congressos, formações, embates, partilhas. Onde quer que o desafio da diversidade se apresente nas questões religiosas, políticas, sociais, culturais e até ecológicas, deixo minha contribuição. Atualmente, há o conflito entre o consenso de que lidar com essa questão é uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal, social e até profissional e uma certa agressividade em decorrência de opiniões relacionadas a gênero, à etnia, cultura, religião, orientação sexual, idade, a habilidades etc.
Não é fácil compreender perspectivas alheias e considerar necessidades diferentes das nossas. De um modo inconsciente, estamos cheios de vieses e preconceitos que limitam nossas possibilidades de acolher a dignidade das pessoas. Quando entendi o ser humano como filho da Mãe Terra, isso me ajudou a desenvolver uma perspectiva inclusiva .
Com o tempo, aprendi que, embora não precisasse concordar com o outro, poderia, pelo menos, respeitar seus sentimentos e pontos de vista. Mas um aprendizado que me causou maior impacto foi quando, em um evento no México com líderes do povo Maia, ouvi um ancião dizer que, para sua cultura ancestral: “O outro é o seu espelho. O que você vê no outro é um reflexo de si mesmo. Eu sou o outro e você é eu”.
Imagem Edicase Brasil
A jornada do autodesenvolvimento deve envolver o acolhimento constante de si (Imagem: GoodStudio | Shutterstock) Crédito:

Cultivando a cultura de paz

Por isso, antes de qualquer coisa, pratique a autoempatia: cuide-se, reconhecendo suas necessidades, sentimentos e propósitos, buscando conduzir-se pelos caminhos que seu coração escolheu trilhar. Quando abraçamos a nós mesmos do jeito que somos, alargamos esse abraço para que nele caiba a aldeia humana. Disso depende a cultura de paz, fundamental para a convivência entre os povos, entre a pluralidade de culturas e de civilizações e para a saúde e o equilíbrio de cada um , pois não existe outro caminho para o desenvolvimento humano se ele não estiver baseado na paz.
Mas não devemos confundir esse estado com inércia, passividade ou com ser omisso, ou neutro. A cultura de paz considera a originalidade e a integridade da cultura alheia, bem como a individualidade de cada um. Ela nos convida a nos aproximarmos desses enredos que são parte de uma visão de mundo pessoal e coletiva. Para tanto, nossos julgamentos precisam se afastar. Só assim poderemos respeitar o mistério que é o outro e que reflete a nossa própria imagem.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Senador Flávio Bolsonaro durante entrevista
Flávio diz que omitiu contato com Vorcaro por cláusula em patrocínio de filme
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, DEHPP, Vitória
Homem é preso por suspeita de tentar matar o próprio sogro em Viana
Imagem de destaque
7 receitas de caldos, cremes e sopas low carb para os dias frios

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados