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6 de setembro

Dia do Sexo: entenda por que a pele se beneficia da prática sexual

A melhora da circulação sanguínea proveniente da atividade sexual consegue diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e a oleosidade
Redação de A Gazeta

Publicado em 06 de Setembro de 2022 às 07:00

casal na cama
Durante o sexo são liberados hormônios e substâncias que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele Crédito: Shutterstock
Ter uma rotina skincare, proteger a pele com filtro solar e fazer procedimentos estéticos são ações que, definitivamente, vão beneficiar sua pele, mas os hábitos de vida também contam muito nessa jornada. E, dentro desses hábitos, a atividade sexual deve ser levada em consideração. “Isso porque durante o sexo são liberados hormônios e substâncias, como o estrogênio e a testosterona, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, conta a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
“A melhora da circulação sanguínea proveniente da atividade sexual consegue diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e oleosidade, além de aumentarmos a própria barreira de proteção da pele”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita. 
Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o acúmulo de radicais livres nos tecidos é um dos fatores que levam ao envelhecimento. “A atividade sexual consome energia e consegue, com isso, neutralizar esses radicais, melhorando o que chamamos de estresse oxidativo. A produção de colágeno melhora, a circulação na pele fica melhor. O sexo acelera o metabolismo de todo o organismo, as células são estimuladas a absorverem mais nutrientes, e secretar toxinas de maneira mais eficiente”, afirma.
Aline Lamaita conta que durante a atividade sexual, toda a nossa circulação fica mais solicitada. "O sistema arterial (sangue que 'alimenta' os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa. Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres; isso leva ao retardamento do envelhecimento. Dessa forma, nosso corpo tem uma melhor resposta antioxidante com a prática regular do sexo.

AÇÃO ANTI-IDADE

Assim como um exercício físico, durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Com isso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff.
Com relação à ação anti-idade, a prática sexual promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastinas, responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo, segundo a dermatologista. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz.
Outro benefício antienvelhecimento é usar adequadamente a energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos, diminuindo o estresse oxidativo e evitando a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, favorecendo o aparecimento de flacidez e rugas. 
A prática sexual também fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que o sexo melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, diz Paola Pomerantzeff. 
A atividade também atua por vias indiretas para melhorar a pele, como no caso da redução do estresse. A atividade sexual diminui o nível de cortisol (o hormônio do estresse) ao longo do dia. “Altos níveis de cortisol podem contribuir para diversos problemas de pele, como envelhecimento e acne. O cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica a dermatologista. “O cortisol está também relacionado ao aumento de oleosidade e à diminuição da produção natural de ácido hialurônico na pele”, conta Aline Lamaita.
É comum suarmos durante o sexo, assim como quando realizamos qualquer tipo de esforço físico intenso. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza médica Paola Pomerantzeff.

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