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Cotidiano

Crônica: Poeira cósmica

Somos potencialidade pura, carregamos a mesma assinatura de Deus presente numa flor de Hibisco, ou numa folha de Costela de Adão, verdinha e perfeitamente esburacada

Publicado em 28 de Agosto de 2022 às 02:03

Publicado em 

28 ago 2022 às 02:03
Maria Sanz

Colunista

Maria Sanz

Mulher cósmica
Somos feitos exatamente da mesma matéria-prima: poeira cósmica, micélio Crédito: Shutterstock
"Toda espiritualidade busca ver o que é de fato real por detrás das aparências enganosas da vida e, ao ver essa realidade, se libertar do sofrimento causado por esse engano essencial. E o mundo social é o lugar desse engano essencial, uma verdadeira máquina de mentiras a serviço do desconhecimento da verdadeira realidade", Luiz Felipe Pondé.
Sobre esse assunto gosto de pensar como Deepak Chopra: nós somos o todo e o todo somos nós. Não existe separação.
Mas se o meio em que vivemos influencia diretamente na nossa percepção da realidade, então precisamos estar atentos para nos esquivarmos das limitações e miopias impostas pelo sistema — o tempo inteiro!
Porque, perceba, somos potencialidade pura, carregamos a mesma assinatura de Deus presente numa flor de Hibisco, ou numa folha de Costela de Adão, verdinha e perfeitamente esburacada. Somos feitos exatamente da mesma matéria-prima: poeira cósmica, micélio.
E assim como ela, somos receptores e ativadores ao mesmo tempo. Respondemos ao nosso entorno e ele nos responde.
Em outras palavras, dependemos do contexto, mas ele não pode justificar nossa impotência. Porque, agora sim, diferente da planta, não estamos enraizados numa floresta. Cumprimos aqui outra função: ser matéria criativa pulsante, na busca incessante de aprender a amar o todo, depois passar adiante.
Mas a superstição da materialidade nos confunde (bastante)… Nos leva ao engano sobre nosso campo de possibilidades… Que é infinito, no caso. Mas quanto mais o sistema e seus laços sociais nos distraem e nos achatam, mais duvidamos.
Ora, somos produto da criação!
Filhos de uma mecânica criativa extremamente sofisticada e, ao mesmo tempo, a mais simples possível, porque ela é "inspirada". Ou seja, ela é movida pelo "espírito".
E o espírito faz parte da consciência universal. Uma espécie de não lugar onde tudo é possível. Onde a dualidade não existe, aonde acontece o encontro entre o que é e o que poderia ser.
Isso explica porque um pensamento criativo ou uma intuição são processos elétricos mais velozes que a própria luz. Alta tecnologia divina!
Não duvide, nosso ritmo é o mesmo ritmo do cosmos e nós replicamos a mecânica de toda natureza quando pensamos, geramos um filho, curamos uma ferida... Entende?
Porque criar é co-criar com o universo. E em sendo criativo por essência, tudo que ele espera que a gente também seja!
Então aceitemos o chamado para essa dança com o universo! Criando sempre novos caminhos para ampliar a visão sobre o que chamam de “verdade” — pelo bem da nossa própria, e mais íntima, humanidade. Honremos a poeira cósmica que deu vida ao barro de onde viemos.

Maria Sanz

É artista e escritora, e como observadora do cotidiano, usa toda sua essência criativa na busca de entender a si mesma e o outro. É usuária das medicinas da palavra, da música, das cores e da dança

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