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Saúde

Conjuntivite: entenda por que casos aumentam no verão e veja como prevenir

Segundo especialista, a falta de higienização das mãos e o compartilhamento de objetos pessoais contribuem para aumentar as chances de contágio. Portanto, é necessário tomar todos os cuidados
Redação de A Gazeta

Publicado em 23 de Dezembro de 2022 às 08:00

Casos de conjuntivite aumentam no verão, de acordo com especialista
Casos de conjuntivite aumentam no verão, de acordo com especialista Crédito: Freepik
A presença de pessoas em ambientes úmidos, somada às aglomerações em locais abertos, como praias e piscinas, faz com que os períodos mais quentes do ano sejam propícios para surtos de conjuntivite, uma inflamação da membrana conjuntiva, que reveste o globo ocular e a parte interna da pálpebra.
Segundo a oftalmologista da Unimed Vitória Hanna Teodoro, a falta de higienização das mãos e o compartilhamento de objetos pessoais contribuem para aumentar as chances de contágio. Portanto, é necessário tomar todos os cuidados. 
A especialista explica que existem dois tipos de conjuntivite: as alérgicas, que não são transmissíveis e que são comuns em pacientes com quadros alérgicos sistêmicos, como a rinite; e as contagiosas, as responsáveis por surtos durante o calor. "Elas são causadas por bactérias, fungos ou vírus", acrescenta.
Ah, sim, é preciso ficar ligado nos principais sintomas da doença, como olhos vermelhos, lacrimejamento, secreção ocular (remela ou pus), sensação de areia nos olhos e pálpebras inchadas.
A inflamação afeta, inicialmente, um dos olhos, mas geralmente pode espalhar para o outro olho na tentativa de limpar a secreção ocular com a mesma mão já contaminada. A oftalmologista pontua que a conjuntivite pode deixar sequelas.
"Em alguns casos, ocorre o envolvimento da córnea, a qual é a camada mais externa do olho, denominada ceratite. Geralmente, a ceratite é superficial e melhora com o tratamento, mas em uma pequena parcela da população pode haver comprometimento mais profundo das camadas da córnea e causar cicatrizes que podem afetar a visão", alerta Hanna Teodoro.

A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

Conforme a médica, a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool antisséptico é fundamental para a prevenir a inflamação e o contágio com pessoas próximas. Também é aconselhável evitar coçar os olhos.
"Não é recomendado usar toalhas para limpar os olhos, mas sim lenços descartáveis, sendo necessário trocar a toalha de banho diariamente e não compartilhar com outras pessoas. A regra é a mesma para outros itens pessoais, como travesseiros, maquiagens e óculos de sol", alerta a oftalmologista.
Outra forma de prevenir a conjuntivite é não cumprimentar com as mãos ou dar beijos em quem está com os olhos vermelhos ou secretivos e evitar locais com aglomeração, incluindo shoppings, escolas, cinemas, praias ou piscinas.
Oftalmologista Hanna Teodoro diz que evitar locais com aglomeração é importante para a prevenção da doença
Oftalmologista Hanna Teodoro diz que evitar locais com aglomeração é importante para a prevenção da doença Crédito: Acervo pessoal
Hanna explica que, ao perceber uma conjuntivite, as pessoas não devem utilizar colírios que já tenham em casa. O correto é procurar um oftalmologista para obter um diagnóstico garantido.
"Nem todo olho vermelho é conjuntivite e certos colírios, se forem usados em algumas condições específicas, podem agravar o caso e afetar de forma permanente a visão ou desencadear outros problemas oftalmológicos, como o glaucoma (se ocorrer uso indiscriminado e prolongado de colírios com corticoides)", pontua.
Para aliviar os sintomas iniciais, o ideal é fazer compressas geladas, além do uso de lubrificantes oculares sem conservantes, isto é, que vão oferecer menos toxicidade à córnea. Na maioria das vezes, o quadro é autolimitado, ou seja, vai melhorar sozinho e pode durar até duas semanas, mas se for causado por bactérias torna-se necessário o uso de colírios antibióticos.

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