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Saúde

7 dúvidas frequentes sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Com o Dezembro Vermelho, especialista esclarece perguntas sobre o tema desde os sintoma até a testagem
Redação de A Gazeta

Publicado em 13 de Dezembro de 2022 às 13:58

Consulta médica, prontuário, tratamento, exame
Consulta médica, prontuário, tratamento, exame Crédito: Shutterstock
O Dezembro Vermelho chegou para lembrar a importância de se combater as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), um tema que ainda é cerca de estigmas, tabus e preconceitos. 
Para falar sobre o assunto e esclarecer informações importantes sobre as infecções, a infectologista da Unimed Vitória Ana Carolina D'Ettorres esclarece sete questões fundamentais. Veja a seguir:

Todas as ISTs manifestam sintomas?

Não. Na verdade, grande parte das ISTs são assintomáticas e, caso não detectadas, podem levar ao desenvolvimento de sequelas mais graves e até mesmo irreversíveis. Além disso, mesmo assintomáticas, elas continuam sendo transmissíveis de uma pessoa para outra. No entanto, existem sintomas que são mais comumente associados às ISTs, como corrimento na vagina e no pênis, além de manchas pelo corpo. 

Quais são as ISTs mais frequentes?

Desde 2018, vivemos uma epidemia de casos de sífilis no Brasil, com aumento do número de infectados. Há ainda outras, como clamídia, gonorreia e HIV. No entanto, muitos casos de ISTs são subdiagnosticados, pois acredita-se que muitos pacientes não buscam atendimento médico para detecção das infecções e tratamento. Isso acontece devido a um pensamento preconceituoso. 
"Existe uma pressão social e cultural em relação às ISTs. Elas acabam sendo atreladas a um comportamento sujo, um comportamento errado, que deve ser punido, e isso é uma grande mentira. ISTs estão relacionadas à prática sexual de contato sem preservativo, o que é uma realidade para grande parte da população", ressalta a infectologista, que lembra que as ISTs também podem ser transmitidas de outras formas, como serem passadas de mãe para filho ou por meio do contato com materiais não esterilizados, como alicates de unha. 

Existem grupos de risco para ISTs?

Não. Esse termo é inadequado. "Não usamos a expressão grupos de risco. Nós devemos ficar atentos à condição de vulnerabilidade da pessoa justamente para remeter à questão de que não há culpa, não é errado ter uma IST. Existem pessoas que estão mais vulneráveis e a gente precisa trabalhar para protegê-las e para deixá-las em uma condição saudável", explica Ana Carolina D'Ettorres. 

Quais médicos podem diagnosticar e tratar ISTs?

Qualquer médico. Os pacientes podem procurar um clínico geral. Mas os especialistas que mais frequentemente atendem nestes casos são o infectologista, o ginecologista e o urologista. 

ISTs são curáveis?

A maioria, como sífilis, clamídia e gonorreia são curáveis. Outras não são curáveis, como é o caso do HIV. No entanto, todas possuem tratamento seguro. 
"Uma pessoa que vive com HIV e que está em tratamento regular, com carga viral indetectável, é intransmissível. Ele pode se relacionar com qualquer pessoa de forma segura, sem medo e sem restrições. Não há porque discriminar alguém", pontua a médica. 

Quando realizar a testagem?

Procure o médico o mais rápido possível após um contato de risco. As profilaxias podem ser feitas até 72 horas após a exposição. É importante lembrar também que o teste deve ser realizado para identificar se a pessoa já possuía alguma IST antes daquele contato de risco e não sabia. 

Casais monogâmicos precisam se testar?

Sim. Pessoas que estejam em um relacionamento monogâmico mas que nunca se testaram precisam fazer o teste para saber se não adquiriram ISTs em algum momento da vida. "Isso é importante para não perpetuar no casal uma infecção que pode trazer sequelas graves. A clamídia, por exemplo, pode causar Doença Inflamatória Pélvica, que causa infertilidade", diz Ana Carolina. 
Para pessoas sexualmente ativas, o Ministério da Saúde recomenda que a testagem seja feita a cada quatro meses. Lembre-se, a testagem é uma grande forma de prevenção, pois dá a possibilidade de tratar as pessoas e tirá-las do ciclo de transmissão.

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