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Déficit de atenção

5 dicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com TDAH

Psicóloga explica como pacientes com déficit de atenção podem minimizar os prejuízos desse problema
Portal Edicase

Publicado em 08 de Agosto de 2023 às 09:00

Imagem Edicase Brasil
É possível conviver bem com o TDAH  Crédito: Evgeny Atamanenko | ShutterStock
Nos últimos anos, assuntos relacionados à saúde mental estão sendo mais discutidos e falados pela sociedade, o que promove conscientização sobre temas importantes. Depressão, ansiedade, bipolaridade e Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) são geralmente lembrados, mas um dos mais comuns é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), mais conhecido como déficit de atenção.
Esse transtorno é bastante comum, aparecendo geralmente na infância, e incide em cerca de 8% da população mundial, de acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção. No entanto, o caso pode, muitas vezes, ser confundido com outros transtornos, como a ansiedade ou apenas uma desatenção.
Por isso, é importante estar atento aos sinais e às causas do TDAH , como explica a psicóloga Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC-SP. “O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida”, explica.
Segundo a especialista, esse tipo de condição é caracterizada por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Além disso, “pode contribuir para baixa autoestima, relacionamentos problemáticos e dificuldade na escola ou no trabalho”.
Abaixo, a psicóloga fala mais sobre o TDAH e explica os sinais de quem tem déficit de atenção. Confira!

1. Não se autodiagnostique

É importante entender que déficit de atenção é um transtorno com uma série de sintomas que podem ser confundidos com outras situações. Logo, o diagnóstico deve ser feito sempre por um especialista, que vai saber entender e lidar melhor com TDAH.
“O diagnóstico do TDAH é clínico, realizado por meio de avaliações médicas e psicológicas. Dessa forma, envolve uma equipe multidisciplinar que, em conjunto com os pais da criança, encontram coerência entre os comportamentos e os sintomas do transtorno”, aconselha.

2. Fique atento aos sinais

Não apenas a pessoa que acredita estar com TDAH, mas toda sua família deve notar as possíveis indicações do déficit de atenção. “Dentre os principais sintomas, estão: falta de foco e atenção, tédio, procrastinação, dificuldade em manter rotinas, esquecimentos, repetição de erros, entre outros. Tudo isso pode prejudicar o paciente, por isso a importância de ser diagnosticado e fazer o tratamento de forma adequada. Com medicação e psicoterapia, fica mais fácil superar as dificuldades”, justifica a especialista.

3. Busque o tratamento

Embora não haja uma cura para TDAH, existem tratamentos que podem mitigar seus sintomas. “TDAH não tem cura, pois é algo que faz parte da pessoa e que acompanhará por toda a vida. Contudo, não quer dizer que ela terá prejuízos permanentes. Isto significa que, mesmo não tendo cura, o TDAH é um transtorno que pode ser bem manejado. Neste sentido, escolhendo tratamentos que tragam efeitos de longo prazo, é possível ter excelente qualidade de vida”, diz Vanessa.
Além disso, o tratamento é feito com medicação e psicoterapia. “O psicólogo vai utilizar estratégias de organização de atividades diárias, de conscientização do próprio comportamento, de autoavaliação, de autocontrole, de autoinstrução, de resolução de problemas, de reestruturação cognitiva e prevenção de recaídas e também na motivação”, complementa a psicóloga.
Imagem Edicase Brasil
Crianças com TDAH podem ter problemas de rendimento escolar Crédito: Ground Picture | ShutterStock

4. Tenha cuidado com o hiperfoco

É essencial que quem for diagnosticado com TDAH entenda o que está passando e que pode ser tratado. “Manter o foco em uma atividade é algo positivo. O problema é quando existe o hiperfoco em pessoas com TDAH, que é a tendência de concentração em atividades específicas, [isso] faz com que elas percam o controle da intensidade e do tempo empreendido em uma única tarefa”, explica a especialista.
Para os pequenos, se não tratado, esse problema pode ser prejudicial em alguns aspectos. “Para as crianças, esse comportamento pode causar prejuízos, como problemas no rendimento escolar e na convivência em casa. Dessa forma, perdem a noção do que acontece ao seu redor e a elas têm dificuldade de socializar, visto que o nível de atenção é totalmente voltado a uma só coisa. A criança pode permanecer o dia todo sozinha no quarto, sem se comunicar com outras pessoas”, explica.
Já para adultos, o hiperfoco pode prejudicar em outros aspectos da vida. “Existe déficit na produtividade no trabalho, mantendo o foco em um único projeto ou atividade, que aumentam as chances de o profissional esquecer reuniões e entregas importantes, e interferem no rendimento”, exemplifica.
Além disso, esse problema pode oferecer outros prejuízos para o adulto. “No convívio social, assim como na vida profissional, os adultos com TDAH e hiperfoco estão mais propensos a esquecer os compromissos sociais, seja uma festa de aniversário ou um favor para um amigo. Ou até na falta de organização, em geral, essas pessoas se desorganizam e têm dificuldade em gerenciar o tempo, acumulando tarefas”, enumera a psicóloga.

5. Busque qualidade de vida

Embora possa afetar a vida em diversos aspectos, é plenamente possível ter uma vida de qualidade com o diagnóstico do TDAH. “Intercalar atividades que são prazerosas com obrigações é uma forma de fazer com que a criança com TDAH fique menos cansada. Adicionar técnicas de organização, ensinar a criança a não interromper as atividades, incluir momentos de descanso para lidar com a hiperatividade, estimular amizades e fazer brincadeiras com regras e limites também podem ajudar”, comenta.
Já hábitos saudáveis são muito úteis para qualquer um com TDAH. “Praticar exercícios, dormir e se alimentar bem, efetuar técnicas de respiração e meditação e descansar a mente após uma longa jornada de trabalho, de preferência, sem entrar em contato com estímulos agressivos, como os provenientes das redes sociais e videogames por um tempo, são uma boa opção”, finaliza Vanessa Gebrim.

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