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Sessão termina em confusão após falas sobre raça na votação de título para Ludmilla em Niterói

Proposta de Benny Briolly foi aprovada por oito a seis; discussão termina com intervenção de parlamentares e sessão encerrada

Publicado em 4 de março de 2026 às 10:49

Benny Briolly discute com Fernanda Louback no plenário da Câmara Municipal de Niterói
Benny Briolly discute com Fernanda Louback no plenário da Câmara Municipal de Niterói Crédito: Sérgio Gomes/ Divulgação/Ascom Câmara

A concessão do título de cidadã niteroiense à cantora Ludmilla, 30, terminou em bate-boca e troca de acusações na Câmara Municipal de Niterói nesta terça-feira (3). A proposta, apresentada pela vereadora Benny Briolly (PSOL), foi aprovada por oito votos a seis, mas a sessão acabou sendo marcada por declarações polêmicas da colega de plenário Fernanda Louback (PL).

Durante a discussão, Louback afirmou da tribuna que "parece que é crime no Brasil você ser branco", acrescentando que tem ascendência negra e alemã. A fala gerou reação imediata de outros vereadores e acirrou o clima no espaço.

O confronto se intensificou quando a parlamentar ainda fez um comentário sobre a aparência de Benny, mencionando o cabelo da colega. As duas passaram a discutir de forma mais ríspida, e outros vereadores intervieram para conter a situação. Assessores se aproximaram para evitar que o embate evoluísse para agressões físicas, e a sessão acabou encerrada.

A votação ocorre semanas após críticas de Louback e outros parlamentares do PL ao show de Réveillon de Ludmilla na Praia de Icaraí, em Niterói. A vereadora questionou a apresentação da música "Verdinha", de 2019, que, segundo ela, faria referência ao consumo de maconha.

O show de Réveillon foi associado à Lei Anti-Oruam (Lei Municipal 4.097/2025), que proíbe o uso de recursos públicos para contratar ou divulgar eventos voltados a crianças e adolescentes com conteúdo que faça apologia ao crime ou às drogas. Autora do projeto, a vereadora Louback sustentou que o show poderia ter descumprido a norma.

Na ocasião, Benny saiu em defesa da cantora e criticou o que classificou como "pânico moral" e tentativa de criminalizar expressões culturais das periferias.

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