Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • HZ
  • Pet
  • Cão Baruque: do abandono à esperança de uma nova vida
Resgatado

Cão Baruque: do abandono à esperança de uma nova vida

Um chow chow foi resgatado em condições precárias na Serra, está em tratamento e terá um lar temporário quando tiver alta

Publicado em 14 de Fevereiro de 2024 às 14:47

Publicado em 

14 fev 2024 às 14:47
Rachel Martins

Colunista

Rachel Martins

O cão Baruque foi resgatado da Serra
O cão Baruque foi resgatado da Serra Crédito: Divulgação
Dezenas de animais são abandonados no Espírito Santo. Abandonar animais é crime. A vantagem é que com as redes sociais é mais fácil identificar quem está infringindo a lei e pedir ajuda para resgatá-los. A ONG Vira Lata Vira Luxo postou um chow chow em condições bem precárias, chamando a atenção mais uma vez da sociedade que começou a se movimentar para retirá-lo do local onde estava, Campinho da Serra 1.
“A maioria dos pedidos chega pelas redes sociais. Nesse caso, uma moradora do bairro fez um vídeo e pediu ajuda para a vereadora Raphaela Moraes. E assim começamos uma mobilização para resgatá-lo e retirá-lo daquele sofrimento”, explica Nisse da Fonseca, funcionária pública estadual aposentada que atua no Conselho da ONG.
Diretoria da ONG Vira Lata Vira Luxo, que está à frente da ação em prol de Baruque
Diretoria da ONG Vira Lata Vira Luxo que está à frente da ação em prol de Baruque Crédito: Divulgação
Ela ressalta que o chow chow é uma raça muito discriminada. "Devido a sua aparência de ‘leão’, quando grandes as pessoas têm medo de chegar perto. São temperamentais. Quando filhotes, todo mundo quer, mas na medida que crescem exigem tratamento especial. Por isso, é uma raça sujeita ao abandono”.
O nome Baruque foi escolhido através de uma enquete no grupo de Whatsapp criado para ajudar no seu resgate. “Resgatamos e o levamos para a clínica Vet Sempre, em Jacaraípe, onde foi constatado que precisaria urgentemente de uma transfusão sanguínea”, conta.

Doação de sangue

Foi daí que a operadora de caixa Camila Batista de Aguiar e o montador de móveis Eduardo Ribeiro Santana disponibilizaram a sua cadela Lilica, uma chow chow com golden retriever para ser a doadora de sangue.
Camila, Eduardo, a filha e Lilica, que doou sangue para Baruque
Camila, Eduardo, a filha e Lilica, que doou sangue para Baruque Crédito: Divulgação
“Baruque precisava de um doador com mais de 25 quilos e a nossa conexão com ele já estava estabelecida. E assim nos unimos e ele ganhou uma parte do tratamento na clínica veterinária e o restante está vindo de doações”, destaca.
“A clínica veterinária ofereceu gratuitamente o tratamento para o Tumor Venéreo Transmissível (TVT), mas o resto será custeado com as doações do grupo no Whatsapp e com as ações que realizaremos nas nossas redes sociais. Por conta da miíase (larvas), infelizmente ele perdeu um dos olhinhos. Não sabemos quando ele terá alta, mas está reagindo bem, sem dor”, frisa Nisse da Fonseca.
Após a alta do cão, o produtor cultural Matheus Sena, que mora em Campinho da Serra 1, se disponibilizou a dar lar temporário para Baruque. “É a primeira vez que faço isso. Tenho dois gatos e uma cadela. No meu bairro todos os dias abandonam animais, é muito triste”, lembra.

Educação e posse responsável

O advogado especializado em Direito Animal e Direito Médico Veterinário, Filipe Corrêa, explica que as leis são apenas um dos sistemas de regulação e equilíbrio social. “A educação é o caminho. Muito mais do que criar leis que visem a punição, devemos incentivar uma cultura de posse responsável desde o ensino fundamental e médio”, sinaliza.
Ele acrescenta que as feiras de adoção são importantes, mas lembra que não se deve prezar pela quantidade e sim pela qualidade. Adotar um animal é um ato de amor, mas de muita responsabilidade e nem todas as pessoas estão aptas a exercê-lo”, garante.

O que diz a Prefeitura da Serra

Por nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) da Serra ressalta que abandonar animais é crime previsto em legislação. O município conta com o programa Animais Recolhidos Cuidados e Acolhidos (Arca), mas para que ele funcione em sua plenitude é preciso que os animais resgatados sejam adotados.
Atualmente são 400 animais abrigados – tratados, cadastrados, alimentados e acompanhados por equipe especializada -, sendo que mais de dois mil já foram resgatados. Ao longo do ano são feitas campanhas de castração e educativas sobre guarda responsável e combate a maus-tratos, além de feiras de adoção. Há dois meses no Instagram da prefeitura foi criado um destaque contendo o perfil dos animais que estão para adoção. Já foram adotados mais de 10 animais. O Arca recebe solicitações de resgate (no caso de animais gravemente feridos), adoção e orientação por meio do aplicativo Colab.
Ajude o Baruque:
Para fazer uma doação e contribuir com o tratamento do Baruque entre em contato com a ONG Vira Lata Vira Luxo (@viralataviraluxo) ou envie um Pix para [email protected]

Rachel Martins

Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados