Publicado em 5 de março de 2026 às 16:48
A nutrição tem papel essencial na saúde de cães e gatos. Assim como acontece com os humanos, o organismo dos animais passa por transformações ao longo dos anos, o que exige atenção especial aos cuidados diários — especialmente à alimentação. Ajustar a dieta de acordo com cada fase da vida contribui para o desenvolvimento saudável, ajuda a manter o equilíbrio do organismo e pode prevenir problemas que surgem com o envelhecimento. >
Na prática, porém, essa adaptação nem sempre acontece. É comum que tutores mantenham os mesmos hábitos por longos períodos, sem considerar que o animal mudou, ficou menos ativo, ganhou peso ou passou a apresentar alterações no apetite . Aos poucos, esses sinais se refletem na saúde e na qualidade de vida do pet. >
Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, alguns ajustes simples já fazem diferença nos cuidados ao longo da vida do pet, e rever a alimentação é uma das primeiras mudanças que deveriam acontecer com o passar do tempo. “O corpo do animal muda, e a alimentação precisa acompanhar essas transformações. Adequar o que o pet consome de acordo com a idade, o porte e o nível de atividade ajuda o organismo a funcionar melhor e reduz riscos à saúde ao longo dos anos”, afirma. >
Para adaptar a alimentação do animal, conforme a médica-veterinária, o primeiro passo é entender que cada fase traz necessidades diferentes, e que o comportamento do pet costuma dar os primeiros sinais: >
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Na fase de filhote, a alimentação precisa acompanhar a alta demanda de energia e nutrientes. É quando o organismo está em formação, e a dieta influencia diretamente o crescimento, o desenvolvimento muscular e o fortalecimento do sistema imunológico. “Esse é o momento em que o animal constrói a base da saúde que vai carregar pelo resto da vida. Uma alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento e trazer consequências permanentes”, explica Yeda Markowitsch. >
Na vida adulta, o foco deixa de ser o crescimento e passa a ser a manutenção da saúde. O alimento deve ajudar a manter o peso adequado e o equilíbrio nutricional, além de ajudar na prevenção de doenças. “Uma dieta correta nessa fase é fundamental para evitar obesidade, problemas metabólicos e sobrecarga nas articulações. Porte, nível de atividade física, rotina e até o ambiente em que o animal vive precisam ser considerados”, destaca. >
Com a chegada da fase idosa, novas adaptações se tornam necessárias. O metabolismo desacelera, o gasto energético diminui e órgãos como os rins e o sistema digestivo passam a exigir mais atenção. Em geral, essa fase começa por volta dos 7 anos, quando o pet tende a ficar menos ativo, dormir mais e, em alguns casos, apresentar mudanças no apetite. >
Nesse período, Yeda Markowitsch destaca que a nutrição deve priorizar nutrientes de fácil absorção, controle calórico e suporte às articulações e às funções cognitivas, sempre levando em conta as condições individuais de cada animal. Dietas com menos gordura, mais fibras e nutrientes equilibrados tendem a trazer benefícios nessa fase, e a alimentação natural pode ser uma aliada por ser mais palatável, facilitar a mastigação e contribuir para a digestão. >
De acordo com a especialista, nutrientes como ômega 3 e 6, proteínas magras, fibras naturais e vitaminas A, C e E são importantes na rotina alimentar dos pets idosos. Ingredientes funcionais, como colágeno, cúrcuma, gengibre e óleo de coco, também podem complementar a dieta. >
A veterinária reforça ainda que, independentemente da idade, a orientação profissional é fundamental. Alimentar um pet, segundo ela, vai além de oferecer comida : envolve compreender o que o organismo precisa em cada fase da vida. Ajustes simples na alimentação podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais. >
Por Thays Ferreira >
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