Imagina conhecer um pouco do Espírito Santo sem precisar viajar por todo o Estado? Em Santa Leopoldina, a resposta vai estar reunida em um só lugar entre os dias 9 e 11 de outubro. Música, comida, artesanato, produção rural, histórias e manifestações culturais ocupam o Ginásio de Esportes durante o Festival Mistura Capixaba, com entrada gratuita.
E não é só modo de dizer que tem mistura: a programação reúne 70 expositores, shows musicais, aulas-show de gastronomia, atividades para crianças e uma mostra de 150 m² dedicada à formação cultural de Santa Leopoldina e do Espírito Santo.
Com curadoria da historiadora Dra. Patrícia Merlo, a exposição parte de uma pergunta: o que faz alguém se reconhecer como capixaba? A resposta aparece em objetos, fotografias, mapas, documentos, paisagens e manifestações culturais. Têm panela de barro de Goiabeiras, casaca, referências ao café, devoção a Nossa Senhora da Penha e paisagens como Itaúnas, Lagoa Juparanã, Pedra do Elefante, Convento da Penha e Pico da Bandeira.
A exposição também volta o olhar para Santa Leopoldina e para as histórias que formaram o município. O Rio Santa Maria da Vitória, aparece como personagem ligado à circulação de pessoas, mercadorias e café. O antigo Porto do Cachoeiro também entra no percurso. A mostra recupera ainda registros históricos da região e a presença indígena, além das marcas deixadas por diferentes grupos que passaram a ocupar o território.
Santa Leopoldina carrega referências de diferentes povos e comunidades. Tirol, Suíça, Luxemburgo e Holanda aparecem na paisagem e na memória local. A exposição também passa pelo Retiro, apresentando a comunidade quilombola a partir de seus vínculos com a terra, o trabalho, a família e a memória.
A narrativa, no entanto, vai além da imigração e inclui comunidades, saberes e formas de vida que continuam presentes no território.
O núcleo “Retiro: Terra, Parentesco e Memória” apresenta a comunidade quilombola a partir de seus laços familiares, pertencimento, trabalho, memória e relação com a terra. O congo aparece como manifestação viva dessa memória, reunindo gerações, vozes, corpos e tambores.
Já “Uma Terra, Muitos Cultivos” apresenta a diversidade da produção rural. O café compartilha o território com banana, gengibre, cítricos, raízes e hortaliças, em uma narrativa que destaca conhecimentos transmitidos entre gerações e novas técnicas de produção.
A culinária também ganha espaço no festival. Na sexta-feira (9), às 18h30, o gastrônomo e pesquisador Murilo Góes apresenta a “Tilápia Espirituosa”, releitura do tradicional Bacalhau Espiritual que troca o peixe português pela tilápia e incorpora ingredientes como o gengibre, presente na produção agrícola de Santa Leopoldina.
No sábado (10), às 18h, a chef Claudine Valle Silveira apresenta a Bavaroise de Café e Laranja, sobremesa que combina dois ingredientes da produção local. Além das aulas-show, o festival terá 10 operações gastronômicas e expositores de agricultura familiar, agroindústria e docerias.
Na sexta-feira (9), depois da abertura e da aula-show, o Engate do Forró se apresenta no palco às 19h30. Na sequência, Jenifer sobe ao palco às 21h30, e Glauco encerra a noite, às 23h.No sábado (10), a programação musical começa às 19h, com Claudio Senna. Em seguida, recebe Saulo Simonassi, às 21h, e Marcelo Ribeiro, às 23h.
Já o domingo (11) ganha um clima mais familiar, com atividades voltadas às crianças e programação especial pelo Dia das Crianças. Às 11h, a turma do Macakids apresenta um show completo, com personagens, bailarinas, apresentador e cenografia. As atividades infantis continuam às 13h, e o Pagode e Cia assume a programação musical às 14h e às 16h.
As festas e as paisagens de Santa Leopoldina também entram na exposição. O visitante vai encontrar manifestações culturais que atravessam gerações e ajudam a preservar a memória da cidade. Em “Quando a cidade faz festa”, Carnaval, bonecos gigantes, bandas, boi e outras celebrações revelam momentos em que a cultura ganha as ruas e reúne diferentes gerações em torno de práticas e tradições que fazem parte da identidade local.
Já em “Caminhos das Águas”, o olhar se volta para as cachoeiras e os cursos d’água de Santa Leopoldina, com referências a lugares como Moxafongo, Andorinhas e Palito. Além da beleza natural, esses espaços aparecem como caminhos de descoberta e possibilidades para o turismo, sempre ligados à preservação do território. A proposta não é apenas contar a história em ordem, mas mostrar o que ajudou a formar a cidade e o estado culturalmente.
Sexta-feira – 9 de outubro
18h – Abertura
18h30 – Aula-show com Murilo Góes – Tilápia Espirituosa
19h30 – Engate do Forró
21h30 – Jenifer
23h – Glauco
1h – Encerramento
Sábado – 10 de outubro
17h – Abertura
18h – Aula-show com Claudine Valle Silveira – Bavaroise de Café e Laranja
19h – Claudio Senna
21h – Saulo Simonassi
23h – Marcelo Ribeiro
1h – Encerramento
Domingo – 11 de outubro
9h – Abertura
11h – Macakids
13h – Programação infantil
14h – Pagode e Cia
15h – Intervalo
16h – Pagode e Cia
17h – Encerramento
*Analu Fagundes é aluna do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição do editor de HZ, Felipe Khoury.
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