Morreu nesta quarta (15) a escritora e ativista americana bell hooks, em Berea, no estado de Kentucky, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua família ao jornal local Lexington Herald-Leader. Em nota, eles relatam que ela estava doente e cercada de pessoas próximas quando ocorreu o fato.
bell hooks é na verdade um pseudônimo —o nome de batismo da escritora é Gloria Jeans Watkins. Segundo ela, era uma homenagem à sua bisavó, chamada assim. Mas assinado em minúsculas de modo a pôr em evidência a mensagem que queria passar, e não ela mesma.
Escrita muitas vezes em primeira pessoa, a obra de hooks aborda as conexões entre raça, gênero e classe a partir de diversos campos, como cinema, música e política —seus ensaios já examinaram de videoclipes de Madonna à representação negra em melodramas dos anos de ouro de Hollywood.
hooks cresceu no sul dos Estados Unidos numa época em que a segregação ainda estava em curso no país. Ela se formou em literatura na Universidade de Stanford, e cursou o mestrado Universidade de Wisconsin, em Madison, e doutorado na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.
Aos 19 anos, começou a escrever aquele que se tornaria seu primeiro livro, "E Eu Não Sou uma Mulher?: Mulheres Negras e Feminismo". Desde 2004, lecionava na Faculdade de Berea, no Kentucky.
Conhecida como uma das maiores intelectuais do feminismo negro, hooks é autora de mais de trinta livros, entre eles há os sucessos "Anseios: Raça, Gênero e Políticas Culturais", "Ensinando Pensamento Crítico: Sabedoria Prática" e "O Feminismo é Para Todo Mundo: Políticas Arrebatadoras".
Em 2014, a escritora fundou o Instituto bell hooks, com o intuito de estimular estudos de pedagogias feministas e críticas, além de documentar a vida e obra de aclamados intelectuais, críticos culturais, artistas e escritores.