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Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 10:13
As linhas férreas que marcaram o século XX ganham novos significados a partir do olhar de moradores do Espírito Santo e de Minas Gerais. Até 2028, o Projeto Estação percorre os mais de 905 quilômetros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) para resgatar, preservar e ressignificar memórias, histórias e identidades de comunidades que cresceram ao redor dos trilhos.>
Por meio da fotografia e do audiovisual, a iniciativa transforma a ferrovia em território de criação artística e memória viva, envolvendo 30 comunidades capixabas e mineiras. A proposta é revisitar o passado ferroviário sob a perspectiva de quem vive o cotidiano dessas cidades, revelando personagens, paisagens e afetos que fazem parte do imaginário popular da região.>
Em menos de um ano, cerca de 80 jovens, entre 16 e 25 anos, foram incentivados a explorar suas próprias cidades, redescobrindo marcos arquitetônicos, histórias locais e personagens anônimos que ajudaram a construir a trajetória ferroviária do Sudeste. >
Inaugurada em 1904, a Estrada de Ferro Vitória a Minas sempre foi um eixo de integração e desenvolvimento. Agora, esse percurso se torna também um espaço de experimentação artística. Ao todo, 240 fotografias, feitas com smartphones pelos jovens participantes, deram origem a sete instalações artísticas espalhadas por escolas, praças, palcos e estações ferroviárias, transformando a paisagem urbana de diferentes cidades mineiras. >
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Para os próximos três anos, o objetivo do Projeto Estação é expandir e democratizar o acesso à fotografia no eixo Sudeste. Segundo Preto Filho, coordenador geral do projeto, a iniciativa cria uma rede de afetos e saberes a partir da ferrovia. >
Passam pelo percurso cerca de 3 mil pessoas por dia, e só na última década, mais de oito milhões de passageiros já foram transportados. Entre tantos personagens, o Projeto Estação já destacou o ex-maquinista Agostinho dos Santos, a conhecida ferroviária Valdete Gomes da Silva e o ex-ferroviário Leonardo Roque.>
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