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Memória capixaba

Ícone do reggae, Jimmy Cliff já dançou congo no ES e usou camisa do Rio Branco

Cantor jamaicano, que faleceu aos 81 anos, fez um show em Vitória em 1984 para cerca de 15 mil pessoas no Ginásio Álvares Cabral; relembre
Felipe Khoury

Publicado em 05 de Janeiro de 2025 às 12:00

Jimmy Cliff cantou no Espírito Santo em 1984
Jimmy Cliff cantou no Espírito Santo em 1984 Crédito: Cedoc/TV Gazeta
O cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff, um dos nomes mais influentes da história do reggae, morreu aos 81 anos, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (24) em sua conta oficial no Instagram. Em 1984, o artista viveu um momento inesquecível no Espírito Santo: desembarcou em Vitória e foi recebido pela banda de congo Amores da Lua, com quem caiu na dança ainda no saguão do aeroporto, chegando até a arriscar tocar triângulo. Na época, um dos integrantes do grupo disse à TV Gazeta que o músico deu um show de simpatia.
A nota sobre a morte, assinada pela esposa, Latifa, informa que Jimmy Cliff “cruzou para o outro lado após uma convulsão seguida de pneumonia”. No comunicado, ela agradece familiares, amigos, artistas, colegas de trabalho e fãs que acompanharam a trajetória do músico.
“Seu apoio foi sua força ao longo de toda a carreira. Ele apreciava profundamente cada fã”, escreveu. Latifa também mencionou o trabalho do Dr. Couceyro e da equipe médica que cuidou do cantor durante o período crítico.
Toda essa empolgação na verdade deu ainda mais ânimo para os fãs do Espírito Santo, e de outros lugares do Brasil, que estavam ansiosos para o show do jamaicano em terras capixabas. Foi no dia 1º de fevereiro que esse dia entraria para a história, afinal, cerca de 15 mil pessoas foram curtir muito reggae no Ginásio Álvares Cabral, em Vitória.
Jimmy Cliff tocou até um triângulo junto com a banda de congo Amores da Lua
Jimmy Cliff tocou até um triângulo junto com a banda de congo Amores da Lua Crédito: Cedoc/TV Gazeta
E antes das duas horas de show prometidas por Cliff, a banda Paralamas do Sucesso foi a grande responsável por abrir o evento. Na época, os donos do hit “Uma Brasileira” ainda estavam começando sua trajetória. E claro, deixaram a noite ainda mais animada.
Depois foi a vez de Jimmy Cliff envolver os capixabas com seus maiores sucessos, como “Love Is All”, “She’s a Woman”, “Black Bless” e “Reggae Night”. O cantor, que tinha 41 anos na época, ainda cantou clássicos do reggae, como “No, Woman, No Cry”, do eterno Bob Marley, e também a versão de “Roots Radicals”, da banda Rancid.
Um dos pontos altos do show foi quando Jimmy cantou com a camisa do time de futebol capixaba Rio Branco. Quem acompanhou o músico durante a turnê no Brasil foi a banda Oneness. Hoje, Cliff tem 80 anos e conta na bagagem de sucesso com 31 álbuns, sendo um deles intitulado “Jimmy Cliff in Brazil”, de 1968.
Matéria do jornal A Gazeta em 1984 sobre o show de Jimmy Cliff em Vitória
Matéria do jornal A Gazeta em 1984 sobre o show de Jimmy Cliff em Vitória Crédito: Cedoc/Rede Gazeta

SOBRE JIMMY CLIFF

Nascido James Chambers em 1º de abril de 1944 em St. James, na Jamaica, Jimmy Cliff é um dos maiores ícones do reggae mundial. Com sua voz inconfundível e letras que misturam espiritualidade, protesto e celebração da vida, ele ajudou a levar a música jamaicana a uma audiência global, tornando-se um dos pilares do gênero ao lado de Bob Marley.
Desde jovem, Cliff mostrou talento para a música, compondo suas primeiras canções ainda na adolescência. Ele foi descoberto pelo produtor Leslie Kong, e seu primeiro sucesso, "Hurricane Hattie", lançado em 1962, abriu as portas para sua carreira internacional. Mas foi nos anos 1970 que ele alcançou fama mundial, com a trilha sonora do filme "The Harder They Come", no qual também atuou como protagonista. O álbum trouxe clássicos como "You Can Get It If You Really Want" e a icônica "Many Rivers to Cross", consolidando-o como uma estrela global.
Além de sua carreira musical, Cliff tem um papel significativo como embaixador cultural. Ele foi um dos primeiros artistas jamaicanos a popularizar o reggae fora do Caribe, influenciando movimentos musicais como o ska e o rocksteady. Sua música transcende fronteiras culturais e gerações, abordando temas de amor, liberdade e justiça social.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SHOW DE JIMMY CLIFF EM VITÓRIA

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