Gênero brasileiro de origem africana, o samba alegra a vida de quem ouve. O contato com o ritmo cria histórias, gerando conexões e laços que são levados para a vida inteira. Essa relação aproxima gerações, e coloca lado a lado diferentes trajetórias, unidas pelo mesmo objetivo: o amor pelo batuque.
Na cena capixaba, esses artistas convivem de diversas formas. É por meio da música que eles se conhecem e passam o conhecimento entre as gerações. Sol Pessoa e Dako Fernandes são exemplos disso. Os cantores compartilham entre si o respeito e o desejo de trazer alegria para os amantes do samba.
Essa relação é fortalecida e amadurecida pelas vivências no mundo da música. Estar em contato com as pessoas que são referência, para Dako, deixam um grande aprendizado. "As pessoas que passaram pela minha história me ensinaram a respeitar o samba e o que ele provém para a gente. Quando a gente é jovem, a gente não tem maturidade suficiente. É preciso parar e escutar", relata.
O cantor começou a história com o gênero na escola. De lá para cá, foi paixão. "Desde os 15 anos estou nessa batalha diária. Foi na roda de samba de capoeira que eu peguei no primeiro pandeiro para aprender e me interessei pelo instrumento", conta.
E o amor segue até os dias de hoje. Nas apresentações do dia a dia, Dako leva os ensinamentos e as inspirações que carrega na sua bagagem. "O samba é minha profissão, minha paixão diária. É minha história", relata.
Dako e Sol Pessoa mostram o talento pela Grande Vitória, nos espaços que abrem as portas para o samba. Para eles, a recompensa vem pelo reconhecimento do público. Principalmente para Sol, que além da música, também segue a carreira de advogada. Apesar da dupla jornada, ela conta que é apaixonada por cantar. "O samba é minha vida, eu amo o que eu faço, é o que me mantém viva", diz a cantora.
Sol começou a se apresentar há cerca de dez anos. Após a perda do filho, ela buscou refúgio no samba para vencer a depressão. Para a cantora, o momento delicado foi uma virada de chave que a fez ganhar novos amigos, viver novas histórias e abraçar um mundo novo.
Ou eu cantava ou eu morria. Eu escolhi cantar
Para o futuro do gênero no Espírito Santo, os cantores esperam que as pessoas se unam mais e que os movimentos para o samba se profissionalize no estado. Esses grandes talentos que já fazem parte da história capixaba agora dividem a tarefa de seguirem com os ensinamentos que são passados a cada geração.
*Breno Alexandre é aluno do 26º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Guilherme Sillva.