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Cultura

Cinema: Curta Vitória a Minas III abre pré-inscrições de histórias na terça (1°)

Poderão se inscrever moradores de 22 municípios. No Espírito Santo, as cidades aptas a participar são: Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Colatina e Baixo Guandu
Gustavo Cheluje

Publicado em 31 de Julho de 2023 às 07:00

Projeto Curta Vitória a Minas III abre pré-inscrições de histórias na terça (1º)
Projeto Curta Vitória a Minas III abre pré-inscrições de histórias na terça (1º) Crédito: IMA/Divulgação
Se você mora no entorno da Estrada de Ferro Vitória a Minas, com uma história para transformar em filme, prepara-se! A pré-inscrição online para o Concurso de Histórias do Curta Vitória a Minas III será aberta nesta terça (1º). Os interessados devem ler o regulamento e fazer a pré-inscrição através do site oficial do projeto. A iniciativa é patrocinada pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com a realização do Instituto Marlin Azul, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Poderão se inscrever moradores de 22 municípios: Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Colatina e Baixo Guandu, no Espírito Santo, e Aimorés, Itueta, Resplendor, Conselheiro Pena, Tumiritinga, Governador Valadares, Periquito, Naque, Belo Oriente, Santana do Paraíso, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Antônio Dias, João Monlevade, Nova Era e Bela Vista de Minas, em Minas Gerais.
O objetivo é possibilitar aos moradores das cidades que se desenvolveram ao longo da ferrovia a oportunidade de contar histórias e transformar em filme, registrando memórias, costumes, hábitos, lendas e peculiaridades destas localidades, contribuindo para o fortalecimento territorial e comunitário.
Para participar, o interessado deve ter acima de 18 anos, morar em uma das cidades participantes, ter interesse em audiovisual e não precisa ter experiência anterior na área. O autor pode inscrever quantas histórias quiser, no entanto, apenas uma delas poderá ser escolhida. Cada história deverá ter um único autor (a). O tema é livre e não precisa ser relacionado à ferrovia. O concurso escolherá as dez melhores histórias com base em critérios como a originalidade e o interesse gerado pela temática.
"Chegamos à terceira edição cheios de entusiasmo e motivação diante do sucesso do projeto na vida dos autores e das comunidades envolvidas. As pessoas aprendem noções básicas sobre a arte e a tecnologia do cinema para transformar histórias em filmes que destacam a força de um lugar, de uma memória, de uma vivência, de uma riqueza e de uma experiência. O processo de realização audiovisual revela talentos e envolve muito aprendizado e trocas que contagiam e mobilizam outras pessoas das comunidades, pois todos se sentem comprometidos com a construção daquela obra", acredita Beatriz Lindenberg, Coordenadora do Instituto Marlin Azul, e uma das idealizadoras do projeto. 
"A arte, a cultura e o cinema têm esse poder de contar e iluminar histórias muitas vezes guardadas, esquecidas, dando-lhes uma nova existência através da tela. As sessões ao ar livre em ruas e praças ainda resgatam os espaços de convivência comunitária e os filmes trazem temas que emocionam, despertam a reflexão e o diálogo entre as pessoas", complementa. 
Na pré-inscrição online, o interessado preencherá o formulário com seus dados pessoais (nome, data de nascimento, CPF, RG, e-mail, telefone, endereço completo) e anexará a história. Depois, no período da inscrição oficial, ele completará o cadastro, anexando os documentos (CPF, RG e comprovante de residência), via online, ou enviando através dos Correios para o endereço da sede da instituição que funciona à Rua Oscar Rodrigues de Oliveira, 570, Jardim da Penha, Vitória (ES) - CEP: 29.060-720.

SELEÇÃO

Os autores selecionados se encontrarão no Curso de Formação Básica durante imersão de 15 dias para estudar como transformar suas histórias em filme de curta-metragem. Com a orientação de profissionais do cinema e da televisão, eles aprenderão noções de roteiro, direção, produção, direção de fotografia, som, direção de arte, edição, finalização, mobilização comunitária e direito autoral.
Após a oficina, cada autor(a) retornará para o município de origem para organizar a pré-produção das gravações dos filmes, com a participação de moradores. No decorrer das filmagens, os autores contarão com o suporte de equipamentos de captação de imagens e de som e a orientação de uma equipe de profissionais audiovisuais, envolvendo os moradores em funções técnicas, artísticas e de apoio. E na hora da montagem dos curtas-metragens terão o apoio de um editor de imagens e um finalizador.
As ficções e documentários serão exibidos em uma telona montada em ruas e praças das cidades em sessões abertas e gratuitas para as comunidades. O circuito de difusão incluirá ainda a inscrição em mostras e festivais, multiplicando o acesso e visibilidade dos conteúdos audiovisuais.

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